O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 15/08/2020
“Eu vejo o futuro repetir o passado”, essa citação de Cazuza da música “o tempo não para” tem representação atemporal no que tange o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Ora, a negligência e a ineficiência governamental somado à desinformação da população são as principais causas da reincidência de doenças extintas. Destarte, a saúde pública vai ficando comprometida e gera riscos para todos.
Em primeiro lugar, observa-se a ineficiência das campanhas nacionais de vacinação da população. De acordo com a Secretaria de Saúde, as vacinas destinadas aos brasileiros são menos acessíveis àqueles que moram em situações remotas, como, por exemplo, em diversos municípios do interior de Minas Gerais, no qual já foi confirmado casos de Sarampo. Essa exclusão configura, portanto, a suscetibilidade de reincidências de doenças erradicadas, logo, indo de encontro ao artigo 196 da Constituição Federal que prevê a saúde como dever de todos e dever do Estado.
Além disso, existe o brasileiro médio que não entende o funcionamento da vacina, desse modo, corrobora com o movimento antivacina, que consiste naqueles que se recusam a serem vacinados, pois acreditam que esta desencadeará outros problemas. Segundo o filósofo Pierre Lévy, a sociedade “hiperconectada” contribui para a circulação de notícias, sejam elas verdadeiras ou falsas. Desse modo, o discurso desinformado e ilusório do movimento antivacina ganha foça cada vez mais por meio das redes sociais de comunicação.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A Secretaria da Saúde, somado ao Ministério da Cidadania, deve aprimorar o aumento das unidades móveis de saúde para levar a vacina aos lugares remotos com o fito de imunizar os menos favorecidos. O Ministério da Saúde, por sua vez, deve disponibilizar para a sociedade, em sites, redes sociais e televisões, a transparência da informação e divulgação ampla do desenvolvimento científico acerca da vacina, bem como o reforço de campanhas publicitárias periódicas que explique o risco do movimento antivacina e como ele contribui para o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Com isso, será possível interceptar o presságio de Cazuza.