O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 02/08/2020
No filme “Capitão Fantástico”, é retratada a história de Ben Cash, um pai viúvo cria seis filhos na floresta, longe da civilização e das influências negativas da sociedade. Porém, há um momento de ruptura em que os filhos desejam conhecer a cidade para poder ter acesso a prevenção de doenças. Infelizmente, essa situação não se resume às telas, sendo a realidade de vários brasileiros que têm mais acesso aos hospitais.
É notório que as doenças reemergentes são aquelas que já são conhecidas há muitos anos, mas que de repente têm apresentado números elevados de incidência. Exemplo desses aumentos são os surtos de dengue. Somente nos primeiros cinco meses de 2011 no Paraná, foram registrados, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, mais de 23 mil novos casos da doença. “Também podemos citar os novos casos de tuberculose e os diferentes tipos de meningites, como a meningocócica A, B, C e viral”, expõe Marion. Em princípio, cabe analisar o conceito do sociólogo Émile Durkheim, em que “É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade de sair de próprios para ascender à escola das coisas, se as querer conhecer e compreender.”
Entretanto, a Constituição Federal de 1988 diz que tem que ter maior dignidade humana. Dessa maneira, as projeções para 2016 são ainda mais assustadoras: estima-se que possam ocorrer cerca de 42 mil casos de sífilis em gestantes. É preocupante também o fato de que a penicilina – medicamento utilizado no tratamento – está em escassez no mercado. A doença se tornou conhecida na Europa no final do século 15 e sua veloz disseminação por todo o continente a transformou em pragas mundiais.
Portanto, têm-se que prevenir das doenças que aparecem. Logo, é necessário que o Poder Legislativo, por meio de uma lei, a fim que o Governo criam mais acesso de hospitais. Desse modo, a problemática do reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil poderá ser absoluta na sociedade brasileira.