O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/08/2020

Ocorrida em 1904, a Revolta da Vacina foi um movimento em que a desinformação da população e uma política pública duvidosa do governo, culminou em uma série de acontecimentos contestáveis na sociedade. Contudo, foi um marco na questão da saúde no país. Com o advento das Revoluções Industriais e o aprimoramento das técnicas de imunização, a luta contra doenças antes incuráveis tornou-se real. Porém atualmente com a ascensão dos movimentos antivacinas, e a pobreza assolando o país, o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil deve ser analisado e combatido.                 Primeiramente, é fulcral pontuar que a ascensão dos movimentos antivacina reflete o avanço do perigoso ideal anticientificista que vem renegando a crença na ciência com respaldo do governo. Segundo o filósofo Inglês Thomas Hobbes, “o Estado deve condicionar bem-estar populacional.” Entretanto, essa realidade é oposta no Brasil. Devido a essa negligência, o desrespeito a esses privilégios ferem os direitos da Constituição de 1988, na qual, o governo é responsável pela manutenção da saúde pública, deixando a sociedade à mercê do reaparecimento de patologias. Gerando consequências nefastas como aumento, segundo o Ministério da Saúde, de 45 mil casos de sífilis em gestantes em 2016. Resultando na continuidade dessas doenças que assolam o país. Portanto, deve-se tomar sérias medidas para tal imbróglio.

Ademais, é imperativo ressaltar a influência da questão social deve ser discutida sob a ótica da problemática. Segundo o escritor Chileno Pablo Neruda, “você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisoneiro das consequências”. Partindo desse pressuposto, a manutenção da pobreza gerada por políticas públicas falhas, leva por consequência, no aumento da precariedade dos meios de controle com hospitais abandonados pelo Estado, falta de vacinas para todos e sem uma infraestrutura básica para atendimento, sendo cerca de 12,5 milhões de pessoas na extrema pobreza, segundo o IBGE, torna a falta de tais recursos, mais um desafio a esses grupos, culminando no ressurgimento de doenças já controladas. Então, deve-se combater essa realidade.

Dessa maneira, impele-se que Ministério da Saúde, em parceria com o poder midiático, invista em maneiras para informar e conscientizar a população sobre a importância da vacinação. Com campanhas publicitárias do tipo “Slice of life”, que busca, com exemplos do cotidiano, envolver o público alvo, em escolas, praças e redes sociais, através de médicos, e outros especialistas no assunto. De modo que o Senado, através de acordos com banqueiros, forme fundos de verbas para projetos de assistência médica para as classes baixas, a fim de combater esses movimentos e fornecer saúde adequada a esses grupos, e assim, acabar com tais doenças.