O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 02/08/2020

Em 1903, durante a gestão do sanitarista Oswaldo Cruz na Diretoria Geral de Saúde Pública, a febre amarela foi considerada erradicada no Brasil. Porém, o relaxamento da cobertura vacinal aliada ao congelamento dos gastos públicos em saúde apresentam-se como causas possíveis do reaparecimento de doenças infecciosas no país. Nesse sentido, medidas são necessárias para que essa problemática seja solucionada.

Em primeira análise, é importante destacar que a baixa da cobertura vacinal é uma ameaça para o Brasil, pois casos de doenças como o sarampo, febre amarela e dengue voltaram a crescer nas últimas décadas. Segunda dados divulgados pelo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, foram registrados mais 3.500 novos casos de sarampo em 2019, sendo que apenas 40% da população foi imunizada contra a doença. Sob essa ótica, a cultura da baixa adesão aos métodos vacinais tem suas raízes históricas quando em 1904, o estado do Rio de Janeiro lançou a primeira campanha de vacinação obrigatória contra a varíola de forma autoritária, sem dar grandes informações para a população que ainda estava assustada com esse método desconhecido. Desde então, observa-se que a falta de conhecimento e fake News acerca dessas doenças vem contribuindo para o seu reaparecimento no país.

Além disso, o sucateamento das medidas preventivas devido ao baixo investimento em saúde pública tem colaborado para essa problemática na sociedade brasileira. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 2016, houve um aumento de Infecções Sexualmente Transmissíveis entre os jovens brasileiros, principalmente sífilis e HIV. Diante desse cenário, observa-se a ascensão da medicina curativa, que apesar de ser mais lucrativa é menos banéfica, já que “prevenir é melhor do que remediar”, segundo os adpetos a medicina preventiva.

Segundo o ativista indiano, Mahatma Gandhi, “nós somos a mudança que queremos ver no mundo”. Sendo assim, o Governo Federal através de verbas dos cofres públicos deve investir mais em saúde, ciência e pesquisa, para que o aprimoramento e desenvolvimento de novas vacinas venham garantir a imunidade adequada aos brasileiros. Ademais, a sociedade civil deve ampliar seus conhecimentos sobre imunização e doenças infecciosas através de campanhas publicitárias nos meios de comunicação, como TVs, rádios e redes sociais para o seu efetivo combate. Dessa forma, o eftivo combate a essas doenças reemergentes será alcançada.