O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 02/08/2020
Na bandeira brasileiro está escrito o famoso lema “ordem e progresso”. Assim, a pátria deve ser, entretanto, o reaparecimento de doenças erradicadas implica o bordão brasiliano outrora idealizado. É paradoxal, pois, em um país considerado por várias pessoas como progressista, o negligência governamental prejudique a saúde pública, fazendo o ideal erguido incompatível na atualidade.
Convém analisar, inicialmente, a contribuição da política na problemática. Nesse viés, partindo da Constituição Federal de 1988, foi sancionado o direito à saúde a todos, no entanto, o reflexo hodierno representa uma contradição a esse pressuposto. Isso porque, conforme o crescimento de casos como do Hospital Adão Pereira Nunes, o qual várias vezes já suspendeu atendimentos médicos, mostra que o Governo não está inteiramente interessado no bem-estar civil. Logo, essa condição distancia a capacidade de reter a erradicação de doenças em várias regiões brasileiras, pois, o Estado que, sem condição de manter sequer o atendimento regular nos centros de saúde, é um dos principais responsáveis por esses reaparecimentos.
Em consequência, verifica-se um forte impacto dessa omissão nos cuidados de prevenção. Nessa conjuntura, observa-se que a ausência de investimento financeiros na Vigilância Sanitária -órgão responsável por proteger e promover à saúde- tornou-a incapaz de cumprir seu dever com os cidadãos. Essa tese pode ser comprovada pelos desvios de verbas públicas no ano de 2019 -de acordo com o portal de notícias G1-, bem como legitima o ressurgimento de muitas doenças, desse modo, impossibilitando qualquer forma de melhoria. Em virtude, faz-se necessário que o corpo civil mova-se para solucionar esse problema, pois, seguindo a filosofia iluminista, quando os cidadãos agem, eles progridem no que querem.
Depreende-se, portanto, a relevância de mitigar os desafios supracitados. Em vista disso, O Governo, na imagem do Ministério da Saúde, deve investir em ações cuja finalidade vise a atenuar o fenômeno de reaparecimento de doenças, além de reorganizar a Vigilância Sanitária para certificar a segurança e higienização local o que é fundamental no combate ao problema. Ainda cabe à sociedade, por meio de manifestos coletivos, cobrar o uso de dinheiro virtual e rastreável como verba pública, a fim de eliminar -por conseguinte- os desvios, dessa forma, garantir à chegada convicta dos investimentos. Assim, o princípio da bandeira fará mais sentido na realidade.