O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 02/08/2020
No século XX doenças deixaram os números de vítimas igualados ou superiores as guerras acontecidas durante o mesmo período. Dentre essas doenças estavam a febre amarela, H1N1, sífilis, dengue e outras que, ao chegarem no Brasil, se dispersaram surgindo diversos surtos virais que só foram erradicados devido ao esforço científico no desenvolvimento de vacinas. Entretanto, atualmente, surtos dessa doenças vem se avançando entre as classes baixas por estarem mais expostas a potenciais transmissores e pelo avanço de grupos antivacinas que desacreditam na eficácia da imunização, mas que, pelo ao contrário, acreditam ser maléficos, fazendo-se necessário, desse modo, uma análise minuciosa sobre o tema.
Primeiramente, é importante ressaltar que, o reaparecimento dessas doenças erradicadas estão se manifestando em espaços socialmente segregados, onde não se encontram com o tratamento de água e esgoto, já que segundos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em 2017, os estados do norte do país apenas 57,3% contam com o acesso a água tratada e apenas 10,2% tinham a rede coleta de esgoto e, segundo o Ministério da Saúde, é a região com a maior taxa de reaparecimento de doenças consideradas erradicadas, demostrando-se, assim, a relação entre o avanço de doenças à exposição de pessoas sem saneamento básico.
Ademais, segunda a constituição federal, a saúde é direito de todos e dever do estado. Visto isso, o Ministério da Saúde recomenda que os indivíduos cumpras com as doses da Carteira Nacional de Vacinação, contudo, a divulgação de “Fake News” por parte de grupos antivacinas que vem ganhando força entre as classes baixas e médias, vem fazendo que esses não tomem suas vacinas, contrariando assim, as recomendações do órgão federal e ficando mais propensos para a manifestação dessas doenças.
Em suma, portanto, é necessário que o Ministério da Infraestrutura invista, por meio de verbas governamentais, em saneamento básico para as regiões com baixo índice de saneamento para as classes baixas, fazendo que diminua o reaparecimento dessas doenças. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde, a promoção por meio das mídias digitais, TV e Rádio de incentivos de campanha de vacinação e divulgar a importância e o benefício da vacina, desmentindo, assim, os grupos antivacinas para fazer que, desse modo, melhore a saúde pública e não atinjámos os patamares de mortes iguais ao século passado.