O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 02/08/2020
“O ornamento da vida está na forma como um país trata suas crianças”. Essa frase do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre expõe a relação de cuidado que uma nação deve ter com as diversas questões relacionadas a infância, dentre elas, pode-se citar a acessibilidade às vacinas disponíveis desde o nascimento da criança no Sistema Único de Saúde. Entretanto, a maior problemática enfrentada nos dias atuais tem como cerne os movimentos anti-vacinas que estão crescendo no país.
Em primeiro lugar, o grande confronto referente aos movimentos anti-vacinação se centra no reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil, como o caso do sarampo, o qual foi manchete de diversos jornais no final do ano de 2019 e início de 2020. Mesmo com toda a campanha de vacinação exibida na televisão e nos outdoors nas ruas, o Brasil teve mais de 3.500 casos confirmados, de acordo com os dados da Fundação Oswaldo Cruz.
Inquestionavelmente, a vacina é o melhor - e em muitos casos o único - tratamento eficaz para o combate de diversas doenças virais ou bacterianas, como exemplo as gripes, febre amarela, difteria, coqueluche, meningite meningocócica, tuberculose, sarampo, entre outras. Todas as vacinas para essas estão disponíveis no Sistema Único de Saúde e presentes no calendário nacional de vacinação. Os pais ou responsáveis que não seguem esse calendário por motivos particulares, então vulnerabilizando, além de si e seus filhos, toda a comunidade que os cercam em suas relações sociais, como o ambiente escolar, por exemplo.
Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria aos canais abertos da televisão brasileira, elaborar programas em horário nobre com o intuito de desmistificar todas as crenças acerca da vacinação para aqueles que são contrários a ela, expondo todos os fatos e argumentos científicos que comprovem a sua eficiência. Além do Ministério da Educação, em parceria as Secretarias Municipais de Educação, elaborarem reuniões semestrais com os pais e responsáveis das crianças em fase escolar, juntamente a médicos infectologistas, para explicarem a importância da vacinação ainda mais nessa faixa etária e espaço social, a fim de desconstruírem mitos e sanarem dúvidas. Assim, a comunicação e a educação motivará o empenho de todos para a melhora da nação, bem como para erradicar doenças.