O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 15/08/2020
A Revolta da Vacina foi uma insurreição que ocorreu no Brasil em 1904 pelas camadas populares devido à falta de conhecimento acerca da vacinação. Analogamente, no hodierno Brasil, doenças erradicadas pela vacinação - meio de prevenção eficaz - reapareceram, seja pela propagação de “fake news” sobre o assunto, seja pela negligência governamental. Diante disso, faz-se mister a observação dessa conjuntura, com o intuito de sanar essa chaga social que, infelizmente, afeta a sociedade tupiniquim.
Em primeira análise, vale destacar o crescimento de “fake news” a respeito da eficácia da vacinação. Esse cenário acaba por desencadear dúvidas em uma parcela da população, que por desinformação opta, erroneamente, pela não imunização de si e de seus familiares. Além de gerar, consequentemente, apoio ao movimento antivacina. Tais panoramas, possibilitaram o ressurgimento de doenças erradicadas no Brasil, como o sarampo e a febre amarela. Desse modo, é notório que a proliferação de informações falsas acerca de um tema tão delicado traz graves condições á saúde publica brasileira.
Em segunda análise, destaca-se a negligência governamental perante os indivíduos. Segundo o teórico político Thomas Hobbes: o Estado deve garantir um “contrato social”, que visa garantir o bem-estar social de todo o coletivo. Entretanto, essa premissa se configura em uma utopia, haja vista o baixo investimento direcionado à saúde pública e o saneamento básico. Sob esse viés, o descarte de dejetos de modo impróprio gera uma possibilidade para o reaparecimento de doenças erradicadas do Brasil, como a dengue. Logo, a consolidação de um sistema de saneamento de esgoto e água é um método de prevenção e satisfação na população, principalmente periférica.
Infere-se, portanto, que medidas hão de ser tomadas para que doenças erradicadas do país tupiniquim não ressurjam. Cabe ao Ministério da saúde - órgão que zela pela proteção e recuperação da saúde pú