O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 13/08/2020
Conforme o artigo 6º da Constituição Federal do Brasil, a saúde é um direito de todos. Apesar da garantia, muitos são os entraves para erradicação de doenças, já que a automedicação, bem como o déficit de saúde são evidentes.
Nesse sentido, observa-se que a utilização de medicamentos indiscriminadamente é inadmissível. Segundo o instituto Datafolha, aproximadamente 80% dos brasileiros ingerem drogas sem prescrição médica. Tal prática corrobora para o reaparecimento de enfermidades, uma vez que a ingestão desenfreada de antibióticos gera resistência bacteriana, fenômeno o qual, conforme as teorias Darwinianas, seleciona micro-organismos que aumentam a variabilidade genética durante a reprodução, elevando, assim, fatores de virulência e incidência de patologias.
Outrossim, verifica-se que a insuficiência do SUS é notória no Brasil. Isso porque a lei 8080, a qual afirma que o saúde pública deve ser ofertada seguindo o princípio de integralidade, não é efetivada nos hospitais e unidades básicas de saúde (UBS), já que especialidades médicas deveriam ser ofertadas em postos de saúde, nos quais a população de baixa renda está próxima. Pra exemplificar, nota-se que a tuberculose poderia ser acompanhada por um médico pneumologista, em UBS’s do país. Entretanto, tal especialidade encontra-se mal distribuída pelo Brasil, uma vez que, como mostra o portal G1, existem pouco mais de 2 médicos para mil habitantes, refletindo o descaso público brasileiro.
Percebe-se, portanto, medidas urgentes são necessárias para eliminação de patologias no país. Para mitigar essa realidade, o Ministério da Saúde deve, em parceria com a mídia, fazer campanhas educativas que conscientizem a população quanto aos riscos da falta de acompanhamento médico durante utilização de medicamentos, por meio da divulgação de dados de alerta nacional. Ademais, o governo deve ampliar a rede de profissionais atuantes no SUS. Destarte, o artigo 6º será aplicado no Brasil.