O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 03/08/2020
Em 1796, Edward Jenner descobriu a primeira vacina de todos os tempos, a da varíola, doença erradicada por esse novo método de prevenção. Nesse sentido, apesar da atual presença de uma efetiva vacinação e de outros procedimentos de saúde preventivos, vem sendo noticiado em demasiada escala o reaparecimento de doenças erradicas no Brasil, problema motivado por inúmeros fatores, entre eles: falta de saneamento básico e globalização.
Em princípio, foi vivenciado durante a Idade Média em toda a Europa, a peste bubônica, enfermidade bacteriana que teve sua contenção dificultada devido a falta de higiene e saneamento, vitimando assim um terço da população europeia. Desse modo, tem-se similarmente no Brasil um sistema de saneamento básico ineficiente, demonstrando ausência de tratamento de água para o consumo, e de limpeza urbana, o que acarreta o aumento da probabilidade de procriação de vírus e bactérias, assim, atingindo a população despreparada.
Ademais, vem sendo apresentados em Minas Gerais e outros estados, novos casos de sarampo o qual provocou a perda do certificado de erradicação da doença no Brasil, também especula-se que a provocação atual seja importada, logo denotando os efeitos da globalização. Dessa maneira, é perceptível a existência da locomoção de pessoas e mercadorias por cidades, regiões e países, possibilitando a proliferação de enfermidades novas, assim como cessadas, iniciando um novo ciclo enfermo.
Em suma, é evidente que devido a fatores como a falta de higiene pública e alto fluxo de pessoas, vem sendo corrente o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Logo, torna-se necessária a intervenção do Governo Federal através do Ministério das Cidades, órgão responsável pelo desenvolvimento urbano, através da criação de projetos de fiscalização e implementação de sistema de saneamento, principalmente em regiões de baixa renda, além do supervisionamento na chegada de imigrantes, evitando a maior chance de propagação patológica. Assim, espera-se um país que não usufrua apenas de vacinas como meio de prevenção.