O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 04/08/2020
Durante a primeira Revolução Industrial, milhares de famílias foram expulsas dos campos para irem trabalhar no centro urbano, o qual não havia organização estrutural para receber tantos indivíduos ao mesmo tempo, sendo que mais de 40% da população não recebia serviços de saneamento básico e moradia, resultando na proliferação e o reaparecimento de doenças já erradicadas em muitos lugares. Nesse contexto, não tão distante, encontra-se o Brasil, com evidentes problemas no sistema de saúde e controle de doenças o qual ocorre, infelizmente, devido não só à negligência governamental, mas também as exposições de informações falsas nas mídias sobre diversos tipos de doenças.
Inicialmente, a Constituição Cidadã de 1988 garante um sistema de saúde de qualidade para todos os indivíduos, todavia, o poder executivo e legislativo não cumprem com essas obrigações constitucionais. Segundo Aristóteles, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, porém, esse ideal filosófico encontra-se deturbado no Brasil à medida que o ínfimo investimento estrutural do governo na saúde e o déficit de medidas profiláticas que possa combater a incidência do reaparecimento de doenças já erradicas no país, demonstra a negligência do governo com os problemas sociais que, geralmente, assola a população mais pobre.
Além disso, as notícias falsa em diversos canais de mídias que negam e omitem dados sobre o ressurgimento de algumas doenças que eram erradicas, caracterizam-se como um obstáculo social. Durante a República Velha, o Rio de Janeiro, antiga capital, foi cenário do reaparecimento de doenças como: febre amarela, a peste bubônica e a varíola, que mataram milhares de pessoas, no qual uma das principais causas foi a desorganização da sociedade, falta de estrutura médica, saneamento básico e investimento do governo. Assim, após décadas a situação no Brasil não houve mudanças significativas, pois atualmente há novos reaparecimentos frequentes de diversas doenças que trouxeram muitos problemas sociais, sendo a população pobre e negra as principais vítimas das novas incidências.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Saúde criar um projeto que possa ser desenvolvido nas cidades mais pobres do país, por meio de palestras e atividades diárias sobre o reaparecimento de doenças já erradicadas e a proliferação de novas doenças que estão surgindo, além de expor medidas profiláticas nas mídias de confiança do governo que possa repassar informações para outros lugares. Espera-se, com isso, que a sociedade possa viver em harmonia e liberdade.