O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 03/08/2020
A partir do século quinze, no período conhecido como Renascimento, a tecnologia e a ciência sofreram inúmeros avanços. Esses avanços foram responsáveis pela criação de vacinas que melhoram significativamente a saúde e qualidade de vida das pessoas. Nesse contexto, não há dúvidas de que o reaparecimento de doenças que já foram erradicadas no Brasil é um desafio, o qual ocorre, infelizmente, devido não só ao movimento antivacina mas também a falta de saneamento básico.
A priori, é importante ressaltar que de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código Penal, o ato de vacinar é obrigatório, e o descumprimento pode ser considerado crime. Apesar disso, o movimento antivacinação ganha adeptos no mundo todo, e um dos motivos que podem justificar a negação perante a vacina, é a falta de conhecimento. Segundo uma pesquisa feita pela Faculdade São Leopoldo Mandic, vinte e três por cento da população alegam não ter confiança, ou duvidarem de sua eficiência, além de medo frente a possíveis efeitos colaterais. A educação é um elemento necessário para que essas pessoas possam perceber a importância da vacina, e os problemas que a sua falta pode acarretar.
Em segundo lugar, outro fator que contribui para o ressurgimento dessas doenças são as péssimas condições que algumas pessoas vivem, sem saneamento básico, sem água potável, muitas vezes perto de esgotos a céu aberto e de lixo. Ambientes como esses, tornam propícios o aparecimento de mosquitos e outros vetores de doenças, muitas vezes aquelas que já foram erradicadas. De acordo com o jornal A Folha de São Paulo cerca de 100 milhões de brasileiros não tem acesso aos serviços básicos de coleta e tratamento de esgoto e abastecimento de água. Junto a isso, a falta de acessibilidade a postos de saúde nessas regiões e a desigualdade socioeconômica pode também agravar essa situação. Muitas vezes essas pessoas não tem condições de se deslocarem para bairros mais afastados levar seus filhos para se vacinar, ou ainda podem não ter o tempo, por trabalharem o dia todo para poder colocar comida em casa.
À luz disso, faz-se mister que essa situação possa ser resolvida o quanto antes. Como já foi dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação muda as pessoas e essas mudam o mundo. Dessa forma, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital, que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em palestras sobre a importância da vacina, além de desmistifica-la. Serão performadas por profissionais da área da saúde, em escolas e faculdades, além de transmitidas na televisão, para que possam chegar ao maior número de pessoas. Dessa maneira, o Brasil poderá superar esse desafio.