O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 09/08/2020
O artigo sexto da Constituição Cidadã assegura a todos o direito à saúde. Embora, a população não usufrua desse direito, visto que, no Brasil há o reaparecimento de doenças erradicadas. Desse modo, devemos analisar os multifatores que auxiliam no aumento dessa problemática.
É relevante abordar, primeiramente, que a ausência de medidas preventivas traz à tona doenças erradicadas. Isso porque, a falsa sensação de não existir mais elas ocasionam a percepção de inutilidade das ações de prevenção. Assim, os brasileiros deixam de se imunizar, como mostra o dado da OMS: queda da cobertura de vacinação acarreta no aparecimento do Sarampo e Poliomielite nos estados brasileiros. Logo, percebe-se que o ato de prevenção não faz parte da educação brasileira.
Ademais, nota-se que a individualização é também um fator de eflorescência das doenças erradicadas. Segundo o filósofo Macpherson o individualismo possessivo consiste em acreditar que nada deve a sociedade. Apesar de que, os modos de prudência é uma ação coletiva. Nesse sentido, movimentos como anti-vacina, fake news, razões dogmáticas ou ignorância acerca da prevenção são uma irresponsabilidade social.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade do Brasil combater as doenças que ameaçam novamente. Nessa lógica, cabe ao Ministério da Saúde destinar verbas à criação de campanhas de vacinação, por meio da inclusão desse objetivo na Lei de Diretrizes Orçamentárias, a fim de aumentar a cobertura de vacinação, tanto de crianças e adolescentes como em adultos. De mesmo modo, o Ministério da Educação deve ampliar atividades extracurriculares realizadas em grupos, com o intuito de construir um pensamento mais coletivista. Feito isso, a saúde dos brasileiros, de maneira efetiva, alcançará o bem estar social.