O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 03/08/2020

No século XVI, com a chegada dos colonizadores portugueses ao território brasileiro, houve, também, a entrada de novos vírus letais no país. Em decorrência disso, a exemplo da gripe, da varíola e do sarampo, as doenças trazidas pelos navegadores europeus contribuíram para o genocídio dos povos que já habitavam a “terra das palmeiras”. Nesse contexto, no século XXI, doenças que eram consideradas erradicadas passam a reaparecer no Brasil. De acordo com a Secretaria do Estado de Saúde de Paraná, apenas no início de 2011, houve mais de 23 mil casos de dengue no estado. Frente a isso, é importante analisar que isso ocorre em virtude da falta de informação fornecida à população associada à inadimplência governamental no que tange à saúde pública no país.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que, em 1920, a Revolta da Vacina eclodiu, sobretudo, devido à falta de instrução oferecida aos cidadãos. Como consequência disso, houve a morte de dezenas de brasileiros que não tinham ciência da importância vacinal. Análoga a isso está a situação da sociedade brasileira, na qual poucos têm acesso à educação. Essa realidade promove a exclusão da parcela populacional que não tem acesso a informações, bem como medidas profiláticas, para evitar essas doenças. A título de exemplo, conforme o O Globo, a desigualdade social fortalece o reaparecimento dessas doenças. Dessa forma, fica explícita a influência da educação na saúde do brasileiro.

Além disso, vale salientar que, consoante a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil investe menos que a média mundial na sanidade de seu povo. Nesse sentido, há, nas instituições públicas brasileiras, como hospitais e postos de saúde, a falta de utensílios necessários para a manutenção da saúde populacional, bem como camisinhas e vacinas. Nessa conjuntura, a situação do Sistema Único de Saúde (SUS), agrava o cenário de reincidência dessas doenças, visto que não dispõe de recursos suficientes. Como prova disso, segundo o jornal O Povo, profissionais denunciam diariamente a falta de materiais nos hospitais públicos. Dessarte, percebe-se a carência de investimentos na área da saúde.

Em síntese, a carência de informação concedida à população, somada à escassez de ações governamentais, colaboram para o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), por meio de veículos comunicativos de amplo alcance, a exemplo da televisão e das redes sociais, instruir a população quanto às medidas preventivas dessas doenças. Ademais, ele deve, mediante aplicação financeira, abastecer as entidades populares de saúde, bem como hospitais e postos, com materiais necessários para a preservação do bem-estar populacional, como vacinas e preservativos. Essas medidas devem ser tomadas para reduzir a volta dessas doenças no Brasil e, assim, preservar a sanidade de seu povo.