O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 03/08/2020
Promulgada em 1988, a Constituição Federativa do Brasil assegura a todos os indivíduos o direito á saúde e ao bem-estar social. Entretanto, percebe-se, infelizmente, que doenças que há tempos foram erradicadas, estão reaparecendo no solo brasileiro, trazendo prejuízos para os cidadãos. Nessa perspectiva, torna-se relevante debater dois tópicos: a desinformação e a negligência estatal. Logo, é necessário analisar como esses impasses podem ser mitigados.
Em primeira análise, vale salientar, como as notícias falsas contribuem para o reaparecimento de tais enfermidades. De forma semelhante, na mini-série “Olhos que condenam”, - disponibilizada pela plataforma Netflix - cinco jovens são condenados injustamente por crimes que não cometeram, em consequência de uma denúncia leviana. Tais entraves, tragicamente, ocorrem, não só pela ascensão de movimentos anti-vacinas e anti-ciência, mas também, pelo senso-comum de uma parcela da população que tem medo de tomar remédio. sendo assim, providências devem ser tomadas.
Em segunda análise, é mister, destacar, a discussão sobre a participação limitada do Estado nessa problemática. A esse respeito, o sociólogo e escritor polonês Zygmunt Bauman cria o conceito de instituição zumbi, no qual, um órgão público é responsável por exercer determinada função, porém não a cumpre. Esse nefasto panorama evidencia que a ausência de políticas públicas de orientação, a desigualdade social e o insuficiente saneamento básico permitem que essas doenças reapareçam. Portanto, é necessário buscar soluções imediatamente.
Em síntese, urge que o combate ao reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil deve ser tratado com mais eficácia. Para isso, o Ministério da saúde (MS), deve elaborar campanhas de esclarecimento sobre os benefícios da utilização da vacina em canais de TVs e redes sociais, - com a participação de especialistas da área da saúde e de artistas renomados - via investimentos fiscais, com a finalidade de convencer as pessoas céticas da importância de se prevenirem.