O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 03/08/2020

De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, o reaparecimento de doenças no Brasil carece de mudanças, já que não contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto. Dessa maneira, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para combater o ressurgimento de epidemias no Brasil. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato reflete não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais da área sanitária, como também na falta de aplicabilidade estatal em programas associados a infectologia, transmissibilidade por contato ou vetores e infraestrutura de base, medidas essas que combateriam o ressurgimento de enfermidades e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca de doenças que estão reaparecendo no país, pois, não houve instrução na íntegra, tornando-se antipática a luta por mudanças. De acordo com o educador Paulo Freire, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele, tampouco a sociedade muda. Isto é, ressaltam tanto a importância da resplandecência de um senso crítico civil, quanto à base de um aprendizado educacional eminente sobre como resolver impasses voltados as doenças que se manifestam na sociedade, competências essas que seriam imprescindíveis para amenizar toda mazela e despreparo social que permeia a atualidade. Desse modo, uma mudança nos preceitos sociais será importante para resolver os danos.      Depreende-se, portanto, novas medidas para resolver o reaparecimento de doenças no Brasil. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos a respeito do combate ao ressurgimento das enfermidades contagiosas e com alta transmissão, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, destinados ao público, com materiais de apoio gratuito, participação remunerada de profissionais da área sanitarista, infectologista e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscar o tão sonhado progresso de George B.