O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 03/08/2020

O conceito de “instituição zumbi”, definido pelo filósofo Zygmunt Bauman, explica que certas instituições políticas atuais não exercem mais suas funções como deveriam, sendo comparadas a mortos vivos. No Brasil, é indubitável que o reparecimento de doenças erradicadas é prejudicial ao desenvolvimento do país, visto que, além do presente contexto do intercâmbio cultural, que permite a grande circulação de pessoas em todas as nações, a negligência governamental com a saúde da população ainda é predominante, o que logo remete-se ao conceito referido anteriormente. Destarte, é fundamental analisar os fatores que fazem desta problemática uma realidade.

Deve-se pontuar, de início, que consolidação de uma nova conexão mundial pelos meios de transporte influencia no reaparecimento de doenças erradicadas. Com o surgir da Quarta Revolução Industrial, a integração das economias de diferentes países tem sido acompanhada pelo rápido aumento da circulação de pessoas e mercadorias, resultando na degradação ambiental que gera fatores que aumentam a disseminação de agentes patológicos. Ademais, a rapidez do meios de transportes leva portadores a várias áreas do mundo e, devido às condições encontradas nesses ambientes, há a possibilidade destes agentes espalharem-se, sendo necessária, portanto, medidas preventivas que miniminizem tais ocorrências.

Por conseguinte, vale ressaltar, ainda, que a negligência governamental com a saúde da população ainda é um obstáculo. De acordo com a filosofia política de Aristóteles, o governante da nação deve priorizar o bem comum em detrimento de si próprio, uma vez que está inserido em uma sociedade, entretanto, nota-se que a saúde pública ainda não é prioridade do Governo devido à ausência de investimentos em hospitais e na política nacional de vacinação para os desafios de imunização no atual cenário brasileiro. Isso posto, é preciso mais investimentos no bem estar social para que o país esteja em harmonia com a filosofia aristotélica.

Portanto, é indispensável efetivar medidas que impeçam o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. Com isso, o Ministério da Saúde deve distribuir além de investimentos aos estudo de vacina, com aulas e cursos específicos, intensas divulgação tanto da atuação quanto à capacitação e atualização dos vacinadores, por meio de comerciais televisivos e anúncios nas redes sociais, haja vista que imunização é a única maneira de garantir que doenças erradicadas não voltem. Somando-se o Poder Executivo deve garantir a devida fiscalização e execução das leis, para que, dessa forma, o Brasil seja um país evoluído.