O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 03/08/2020

No Brasil contemporâneo o reaparecimento de doenças erradicadas tem se mostrado um risco para a saúde coletiva. Isso se deve, sobretudo,a popularização do movimento anti-vacina, assim como a disseminação de notícias falsas acerca da eficácia da imunização. Logo, o Ministério da Saúde e profissionais da área aliados com a mídia devem tomar medidas visando ao enfrentamento do problema.

A princípio é preciso observar que de maneira análoga ao que aconteceu na Revolta da Vacina no início do século 20, o movimento anti-vacina, ganha mais adeptos a cada ano. Tal fato é um problema pois o questionamento quanto a eficiência da imunização, leva a não vacinação de crianças, que por sua vez é reflexo do pensamento imprudente e egoísta de pais que colocam em risco a saúde da sociedade e de seus próprios filhos por duvidarem dos benefícios da vacina. Mesmo que a erradicação de doenças seja uma prova concreta da eficácia da imunização, os participantes desse movimento se prendem aos seus próprios preceitos e crenças, optando por substituir as vacinas por outros métodos. Dessa forma, profissionais da saúde devem detalhar o processo de vacinação e seus benefícios, para cada vez mais crianças sejam protegidas.

É preciso, porém, reconhecer que além do movimento anti-vacina existem outros problemas, como a disseminação de notícias falsas relacionadas ao efeitos das vacinas. A exemplo disso, está a ideia equivocada de que um dos efeitos colaterais da imunização é o autismo em crianças, o que já foi desmentindo por médicos. Contudo, muitos ainda deixam de proteger as crianças por medo da reação do organismo ou por achar que os componentes da vacina irão sobrecarregar o sistema imunológico delas. Visto isso, as informações falsas sobre as consequências das vacinas são um grave problema  que abala a saúde coletiva e aumenta as chances da volta de doenças erradicadas. Logo, essa situação  poderia ser evitada se houvesse uma maior fiscalização de dados que circulam na internet.

Portanto, para que a cobertura vacinal seja mais ampla e os riscos à saúde coletiva sejam reduzidos, medidas são necessárias para resolver o empasse. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde organizar em escolas e comunidades, palestras e fóruns que contem com a participação de jovens e adultos e que informem de maneira aprofundada os perigos da não vacinação, por meio de uma abordagem simples e de fácil entendimento. Além disso, cabe aos profissionais da saúde, em parcerias com empresas de informação, organizar campanhas virtuais que expliquem os efeitos das vacinas e alertem o problema de confiar plenamente em informações falsas, tal ação deve ser feita por meio de posts e anúncios que tenham alcance para o público de pais e pessoas de risco.