O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 12/08/2020

O documentário “A vacina que mudou o mundo” é caracterizada por relatar o surgimento de uma vacina contra a poliomielite- doença viral que assolou a população infantil dos Estados Unidos na década de cinquenta-, melhorando as condições de vidas das famílias americanas. Tal doença, hoje, é encontrada com dificuldade na população, entretanto, outras enfermidades como o sarampo- erradicado no Brasil em 2016-, voltam a circular no corpo social do país. Assim, faz-se necessário debater acerca das consequências do retorno de doenças erradicadas no espaço canarinho.

É importante analisar, em primeiro plano, qual motivo acarretou o reaparecimento dessas doenças. Isso ocorreu, principalmente, devido ao sucesso profilático da vacina e o tratamento eficiente de antibióticos. De maneira antagônica, esse fenômeno corrobora para a iniciação do problema uma vez que a população passa a não ver a necessidade de vacinação e uso de medidas profiláticas, já que a doença torna-se rara em meio social, criando uma falsa ilusão de proteção.

Em segundo plano, vale considerar os riscos sanitários ocorrentes a partir do desuso profilático. Partindo do supracitado, a Organização Mundial de Saúde recomenda a realização da vacinação em mais de 95% da população, assegurando a não proliferação infecciosa com a imunidade de rebanho. Com o não cumprimento de tal recomendação, o país torna-se desprotegido, e com os movimentos migratórios surge os riscos de retorno de caso de doenças erradicadas, saturando hospitais que não apresentam profissionais com preparação suficiente visto que, os mesmos não estão condicionados a convivência e tratamento dessas doenças, caso que materializou-se com a ocorrência de sarampo no norte do Brasil com a migração venezuelana.

Entende-se, portanto, que é necessário que a população entenda que a vacinação ainda deve ser realizada para obter sua máxima eficácia. Desse modo, cabe às escolas, em parceria com as Vigilâncias Sanitárias municipais, desenvolverem o senso crítico dos alunos e seus respectivos familiares, mediante palestras de saúde, unidas à disciplina de sociologia- voltada para uma educação não só científica, mas social das consequências da não vacinação-, a fim de ampliar na população-desde jovem- o interesse acerca da prevenção e, consequentemente, reduzir os efeitos adversos da problemática. Posto isso, será percebido uma melhora na vida social canarinha, situação análoga à trama de “A vacina que mudou o mundo”.