O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 04/08/2020
A revolta da vacina ocorrida em 1904, foi uma rebelião contra a vacina anti-varíola. Por mais que fosse um benefício para a população, a obrigatoriedade da vacina foi realizada de modo invasivo, para a época, e sem qualquer conscientização da população - sobretudo da mais pobre. Atualmente, por mais que obrigatória, em casos recomendados, a vacinação de crianças no Brasil vem sendo deixada de lado. Isso ocorre devido a diversos fatores, dentre eles a desinformação. Tal ato, além de deixar a criança desprotegida, eleva os riscos do reaparecimento de doenças já erradicadas. Ademais, a globalização, combinada aos crescentes grupos anti-vacina, contribuem o agravamento do problema.
Em 1998, após a publicação de uma artigo do pesquisador Andrew Wakefield, cujo conteúdo associava, equivocadamente, a vacina da tríplice viral ao autismo. Os grupos anti-vacina cresceram, passando a representar uma grande ameaça à saúde pública. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 1 milhão e meio de crianças morrem todos os anos vítimas de doenças que poderiam ter sido prevenidas com à vacinação. portanto, é percebível que, os movimentos anti-vacinas, frutos da desinformação, é um ato de imprudência para com a sociedade, uma vez que, com difusão dessas notícias falsas, os pais passam a hesitar a imunização dos filhos deixando-os vulneráveis e contribuindo para o reaparecimento de doenças. Isto posto, vê-se a importância da conscientização da população sobre as consequências da não vacinação.
Em segundo plano, cabe salientar que a globalização contribui para o ressurgimento de doenças erradicadas no Brasil. Uma vez que, os fluxos migratórios crescem no país devido a conflitos e crises quem ocorrem constantemente, sobretudo em países subdesenvolvidos. O Brasil como destino de muitos desses imigrantes e refugiados, torna-se suscetível a entrada de pessoas contaminadas com doenças já erradicadas do território, que, juntamento com aumento do número de pessoas não vacinadas no país, corroboram para a instalação de um nova epidemia. Desse modo, reafirma-se a importância da imunização e evidencia a recusa vacinal como uma ato individual, que traz lamentáveis consequências coletivas.
Em suma faz se imprescindível, a tomada de medidas para intervir nessa problemática. Cabe então ao ministério da saúde conscientizar a população à respeito do problema, e por meio de verbas governamentais, criar eventos públicos com palestras de especialistas, e, com o auxílio da mídia, transmitir o evento em rede nacional, democratizando ainda mais a informação, para que assim as dúvidas da população sejam sanadas. Desse modo será possível combater a desinformação a cerca da vacina e evitar milhões de mortes.