O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 09/08/2020

No limiar do século XVI, com a chegada da colonização espanhola no Brasil, a população nativa foi conquistada pelos europeus violentamente. Em virtude de não possuírem o potencial bélico e por não apresentarem imunidade contra as doenças trazidas pelos colonos, dizimando vilas e tribos inteiras de maneira epidêmica. Em contraste ao passado, atualmente apresenta-se medidas eficazes para conter a proliferação como vacinas e outras normas profiláticas. Contudo, é evidente o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil, tal problemática associada a queda de cobertura vacinal do país e o modo de vida contemporâneo.

Primeiramente, deve-se ressaltar a negligência de muitas pessoas em relação à eficácia das vacinas em erradicarem muitas doenças, sendo este problema ligado ao aumento de notícias e estudos errôneos, razões dogmáticas e religiosas. Desse modo, segundo a Organização Mundial da Saúde, 1 em cada 5 crianças ainda não são imunizadas com vacinas e cerca de 1,5 milhão morrem todos os anos devido a doenças que poderiam ser prevenidas. Destarte, o direito à segurança e saúde das novas gerações estão sujeitas aos responsáveis e ao Estado. Porém, com a omissão dos ajuizados, a cobertura vacinal decresce e muitas doenças reaparecem.

Por conseguinte, é preciso destacar que, análogo ao cenário atual, durante o fim da Idade Média a disseminação da peste bubônica se deu tanto pelo início da globalização, quanto pelo modo insalubre de vida que cometia à época feudal. Dessa forma, é visível que assim como o passado, o Brasil se encontra com similares agentes e causas para a proliferação de patógenos, com uma população desinformada sobre as transmissões e as prevenções das doenças, tornando-se mais vulnerável ao seu contágio. À vista disso, com o aumento de doenças (incluindo as que já estão estabelecidas), há sobrecarga no Sistema Único de Saúde, afetando não só os indivíduos negligentes e desinformados, mas também toda a população.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar essa problemática. Para tanto, as escolas e a mídia, em parceria com profissionais da saúde, devem orientar a população sobre reaparecimento de doenças e medidas para reduzir o contágio. Deste modo, a partir de palestras e debates nas salas de aula, além de propagandas e avisos em telejornais que abordem o tema, assim reduzindo as taxas de propagação das doenças. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas de vacinação, aplicadas por enfermeiros em todos os estados brasileiros para adultos e crianças, além de psicólogos e médicos que orientem a população sobre a importância do processo de vacinação, para que Brasil reduza a sobrecarga do SUS, com o controle de casos de doenças erradicadas.