O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 04/08/2020

Recém tirada a faixa dos olhos de um Bird Box, o mundo se encontrou livre e desconstruído após o final da Guerra Fria e a queda do muro de Berlim, em 1989. Contudo, despreparado para lidar com o fim das faixas e dos muros, esse mundo vive, atualmente, problemas relacionados à volta de doenças antes erradicadas. Nota-se que esse problema é fruto de uma crise de confiança , assim como de movimentos negacionistas acerca do tema

É importante ressaltar, primordialmente, essa crise que confiança que assola a sociedade contemporânea. O advento da 4ª Revolução Industrial, com o uso de nanotecnologias, tornou possível que mais pessoas utilizassem a internet, popularizando-a. Porém, seu uso nos dias atuais levantam dúvidas. Embora o conteúdo digital permita que mais pessoas tenham acesso à informação, a ascensão de pós-verdades no mundo virtual permitiu que a confiança da população entrasse em crise, acerca de temas de saúde pública. Essa ação social traz como consequência o reaparecimento de doenças que já haviam sido erradicadas, tais como o sarampo, que, em 2019, contaminou 130 pessoas em Minas Gerais, de acordo com o jornal O Tempo.

Paralelo a essa crise de confiança, nota-se a influência de movimentos negacionistas acerca desse tema. Dirigidos por uma postura de ídolo do teatro, de Francis Bacon, que diz que a ciência não assegura a verdade, indivíduos, ainda baseados em pós-verdades, se recusam a buscar combater essa nova onda de proliferação de uma doença já antes erradicada. O movimento antivacina, o mais conhecido dos movimentos negacionistas, carrega consigo a tese de que a vacina corromperia o ser humano a produzir anticorpos naturalmente, deixando-o suscetível a outras doenças. Esse tipo de movimento retarda o combate à doenças que foram erradicadas anos atrás e depois voltaram, pois traz como consequência uma maior possibilidade de contaminação em massa nessas sociedades em que há uma presença maior dessas ações negativistas.

Em suma, consta-se a necessidade de combater essa crise de confiança que circunda o País. Cabe ao Ministério da Saúde, em união a unidades científicas, produzirem artigos que comprovem a eficiência de vacinas para que doenças erradicadas não sejam problemas à saúde pública. Essa produção pode se dar por meios virtuais, publicando artigos científicos em sites confiáveis, com linguagem simples para que atinga o maior contingente possível, para que assim, a médio prazo, a sociedade lute contra doenças já erradicadas juntamente com o Estado.