O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 04/08/2020

Poliomielite. Rubéola. Difteria. Sarampo. Essas são doenças que chegaram a ter suas notificações reduzidas ou até mesmo erradicadas no Brasil. No entanto, estas enfermidades ressurgiram e causaram preocupações de ocorrer novas epidemias no país. Devido a este reaparecimento é necessário visualizar as suas verdadeiras causas, para que haja soluções.

Em uma primeira análise, vale ressaltar o movimento antivacina que vem ganhando força no Brasil. Este movimento consiste em pais que se recusam a vacinar seus filhos, por causa dos efeitos colaterais que podem ocorrer. Isso começou em 1998, por consequência de um artigo do Andrew Wakefield, publicado no The Lancet, no qual defendia o vínculo hipotético entre a vacina Tríplice Viral e o autismo. Devido a essa publicação os indivíduos passaram a desacreditar que a vacinação era segura e tinha eficácia, sendo assim era desnecessária ou perigosa a saúde.

Em uma análise mais aprofundada, vale destacar a percepção enganosa dos indivíduos de que o perigo acabou. Por haver algumas doenças erradicadas no país causou uma sensação de segurança nas pessoas, fazendo com que elas não sentissem a necessidade de se proteger por meio da imunização. Prova disso são os dados fornecidos pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), mostrando que em 2014 a taxa de vacinação contra a tríplice viral era de 100%, mas em 2017 passou a ser de 85% , bem abaixo do que é exigido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Comprovando assim a falta de preocupação dos indivíduos em se vacinar.

Torna-se evidente, portanto, que o Ministério da Saúde - que tem a função de reduzir as enfermidades, controlando doenças endêmicas e parasitárias - deve unir-se com os laboratórios de pesquisas e divulgarem informações científicas que comprovem a eficácia e a qualidade das vacinas, por meio de panfletos distribuídos a população em casa e postagens nas redes sociais, para que haja uma maior confiança e informação por parte dos indivíduos sobre a segurança da vacinação. Já as secretarias de saúde junto com a mídia devem fazer campanhas por meio de propagandas e comerciais, mostrando a importância de continuar se imunizando mesmo que a doença tenha se erradicado ou diminuído sua incidência no país e que a vacina tem por finalidade prevenir contra a ressurgência dessas enfermidades.