O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 04/08/2020

Concomitante à pandemia do Novo Coronavírus, com mais de 94 mil mortes em menos de cinco meses no Brasil, acontecendo uma “corrida” em busca de uma vacina, há o contínuo reaparecimento de doenças erradicas. Contraditoriamente, esse ressurgimento é resultado do movimento antivacinação e da propagação de notícias falsas.

Primeiramente, o movimento antivacinação é uma das causas do retorno de enfermidades controladas. Causado por uma linha problemática de pensamento, supostamente mais natural, em que acredita-se que a imunização faz mal à saúde, devido à carga de micro-organismos presentes nas vacinas. Porém, é cientificamente comprovado que esses organismos estão, no mínimo, atenuados, se tornando seguros. As consequências dessa ignorância são cruéis. Por exemplo, em São Paulo, no ano de 2011, uma criança transmitiu sarampo - doença que existe vacina - para 26 pessoas, em virtude da omissão dos responsáveis.

Ademais, relacionada ao movimento antivacinação, está a propagação de notícias falsas. Produto da falta de consciência e responsabilidade dos indivíduos que cometem tal ato, dando força ao movimento antivacina e colocando toda a população em perigo. Esses problemas são uma falta grave de senso de coletividade, pois propagar desinformação e não manter a carteira de vacinação atualizada afeta todos ao redor.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Legislativo deve exigir que os cidadãos mantenham as próprias carteiras de vacinação e dos filhos atualizadas, por meio da criminalização dos omissos à vacinação, através de multa ou detenção. É importante que as carteiras de vacinação sejam fiscalizadas nas campanhas de vacinação, nas escolas, visitas ao médico etc. Além disso, também é necessário multar quem dissemina notícias falsas relacionadas à saúde, caso seja descoberto o autor do crime. Essas medidas são imprescindíveis para evitar o reaparecimento de doenças erradicas.