O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 04/08/2020

“Que fará parte da agenda humana no futuro quando, em tese, a Humanidade já superou a fome, a guerra e pandemias?"-Yuval Noah Harari.De uma forma geral, sim, o Homo Sapiens já superou tais estigmas.No entanto, longe de tal plenitude, países, cidades, famílias, muito ainda sofrem pelo descanso, quanto a saúde, a ponto de verem reemergir enfermidades; doenças, onde já as consideravam erradicadas. Atualmente, tal problemática logra do descaso quanto ao saneamento básico e de recursos; insumos, indeferidos a zonas periféricas menos abastadas.

Em primeira instância, a fim de retratar, também,a atualidade, no que diz respeito a DRSB(doenças relacionadas ao saneamento básico) e como elas ocorrem:Em meados do século XIII,a Europa foi devastada pela Peste Negra, uma bactéria que infetou a distribuição de água dos maiores centros da Europa, acarretando na morte de 200 milhões de pessoas. Assim, da mesma forma, hoje, muitas doenças, não só as “erradicadas”, ganham espaço e tornam a vida de milhares de pessoas mais curtas.Dessa forma, espaço esse tomado pelo homem da natureza busca se integrar em meio ao progresso, mas ,sem a sustentabilidade, essa conjugação pode ser fatal. Contudo, enquanto não tornarmos o presente miserável presciente de um futuro sustentável, não será possível mitigar tal realidade medieval.

Somado a isso, doenças como sarampo, sífilis e tuberculose, consideradas “erradicadas”, quando vislumbradas em sua mastodôntica clareza em comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, onde os insumos; vacinas e medicamentos em geral são racionados, têm se a noção de como ainda tais enfermidades são idômitas. Reservas indígenas como, por exemplo, Kwnamari, localizada no Oeste do estado do Pará, tem suporte médico durante apenas 5 dias no mês quando equipes, por meio de rios e cachoeiras, chegam até la- Mapuera é uma das poucas reservas que contêm pista de pouso e decolagem. Dessarte, por mais que para a maioria das pessoas tais doenças como as supracitadas não seja uma realidade, para habitantes de localidades distantes esse resumo-de um suporte digno de saúde- não passa apenas de projetos em páginas e de um sonho a ser conquistado.

Portanto, urgem medidas verticais e incisivas a fim de mitigar a deflagração de doenças então erradicadas. Para tal cabe ao Governo Federal, no que se refere ao Ministério da Saúde, elaborar, dentre as principais zonas afetadas, um projeto viável de saneamento básico, por meio licitações de cunho sustentável, pois a principal forma de garantir que o direito à saúde não seja violado é garantindo espaço também para natureza. Além disso,com o apoio do Ministério dos Direitos Humanos, ONGS devem financiar melhores estruturas para o apoio a localidades de difícil acesso.