O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 06/08/2020
Desde os primórdios da humanidade, epidemias fizeram parte de inúmeros momentos nas quais proporcionaram a morte de milhares de pessoas, como a Gripe Espanhola no início do século XIX na qual cerca de 50 milhões de cidadãos em todo mundo foram a óbito. Porém, mesmo com o passar dos anos e a evolução da medicina, várias doenças consideradas erradicadas no Brasil voltaram a se manifestar como o recente surto de sarampo no Ceará, na qual foi intensificado devido a falta de vacinação nas pessoas que se recusam à adotar essa medida profilaxia tao eficaz.
Em primeiro plano, ao se analisar os fatores que possibilitam o reaparecimento de doenças é visto que o fator mutacional dos genes proporciona a alteração no DNA do patógeno que adquire uma resistência maior a tratamentos. Ademais, o uso sem prescrição médica de antibióticos, causam a seleção natural de antígenos mais resistentes que com o tempo não respondem mais aos tratamentos, oque evidencia o papel do ser humano no prejuízo no recurso terapêutico de inúmeras doenças que voltaram a se manifestar de maneira exacerbada, como a sífilis, na qual tornou-se um problema de saúde pública recentemente.
Além disso, o movimento anti-vacina ganha maiores proporções com o passar dos anos, inclusive no Brasil, onde a falta dessa profilaxia proporciona uma série de doenças que seriam facilmente combatidas. Entretanto, em 1990 as autoridades tentaram reverter esse cenário ao estabelecer no artigo quatorze do Estatuto da Criança e do Adolescente, a obrigatoriedade da vacinação dos menores de idade pelos pais, visto que é um dever de cidadania pois beneficia toda a comunidade.
Portanto, é necessário que o Governo Federal crie campanhas conscientizadoras que mostrem à eficacia das vacinas e seus benefícios à saúde, por meio de anúncios nas televisões e na internet, para que a quantidade devida da população seja vacinada e várias doenças sejam erradicadas novamente. Ademais, é necessário que os cidadãos procurem um especialista ao adquirirem determinados sintomas de possíveis antígenos, para que não ocorra a auto medicação.