O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 05/08/2020
A vacinação em grande escala ajudou a eliminar diversas enfermidades no mundo, entretanto algumas delas estão reaparecendo no Brasil. Sobre isso, o fortalecimento do movimento antivacina e os fluxos imigratórios para o território brasileiro são fatores que explicam o retorno de doenças até então consideradas erradicadas. Logo, caminhos devem ser seguidos para reverter essa situação.
Vale ressaltar, a princípio, que ações coletivas contrárias à aplicação de vacinas estão cada vez mais ganhando adeptos e notoriedade na população brasileira, com a justificativa desprovida de embasamento científico de que a imunização pode gerar efeitos nocivos à saúde dos indivíduos, como a síndrome do autismo. Nota-se, assim, o retorno da mesma mentalidade que a grande parcela da população carioca tinha durante um acontecimento histórico conhecido como a revolta da vacina, ocorrido na cidade do Rio de Janeiro em 1904, no qual muitas pessoas se recusaram a ser vacinadas para a varíola, devido o temor de contrair alguma mazela. Logo, constata-se que as escolas devem implementar um programa de conscientização acerca da importância de se prevenir imunologicamente.
Ademais, deve se analisar que os processos imigratórios para a nação brasileira, de indivíduos oriundas de países com precárias condições de saneamento básico e saúde pública, estão favorecendo a volta de enfermidades até então consideradas eliminadas no território brasileiro, como o sarampo e a rubéola. Todavia, não se pode atribuir a culpa do regresso dessas mazelas a essas pessoas, visto que elas estão apenas em busca de melhores condições de vida, como o grande numero de imigrantes venezuelanos que vieram se refugiar no Brasil em 2019, fugindo da ditadura imposta por Nicolás Maduro. Assim, verifica-se que o governo deve realizar o controle da entrada das doenças nas rotas migratórias, através da realização de exames médicos nos refugiados.
Portanto, medidas devem ser discutidas e adotadas para se solucionar essa problemática. Primeiramente, a escola - como instituição responsável pelo desenvolvimento intelectual e físico das crianças e adolescentes - deve promover palestras, ministradas por profissionais da saúde, sobre os benefícios da vacinação para a sociedade, a fim de conscientizar os jovens desde cedo a se proteger de patologias. Além disso, o Estado - como conjunto de instituições responsáveis pela a manutenção da paz e da ordem no país - deve fazer testes médicos nos imigrantes, nas regiões onde há intensos fluxos migratórios, para poder realizar as ações adequadas caso haja indivíduos portadores de enfermidades potencialmente perigosas. Assim, haverá a redução do reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil.