O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 05/08/2020
Segundo Satre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço da globalização, recai sobre o homem o compromisso de tornar a sociedade livre de doenças. No século XXI, a preocupação com o reaparecimento de doenças já erradicadas no Brasil e no mundo segue em discussão, devido, principalmente pelos movimentos antivacinas. Contudo, as doenças que estão ressurgindo fere os Direitos Humanos, onde diz que todo homem tem direito à saúde. Sendo assim, é necessário a análise desse imbróglio, haja vista dois aspectos: a insuficiência legislativa e a não divulgação por parte da mídia.
Em primeiro lugar, deve-se pontuar que a insuficiência legislativa configura-se em um empecilho para essa problemática. Nesse sentido, o ex-presidente Washington Luís traz uma contribuição relevante ao defender que o Estado é um ausente contumaz. À luz desse pensamento, aponta como problemática a negligência dos órgãos públicos com a banalização de não colocar os movimentos antivacinas como delito grave contra a vida, com isso as doenças já eliminadas estão revivendo, posto que medidas públicas não estão sendo suficientes para sua resolução. Desse modo, essa conjuntura exemplifica a falta de assistência do Governo à não observação dos preceitos dos Direitos Humanos, o que corrobora com o seu agravamento no país.
Em segundo lugar, outra dificuldade enfrentada é a não denúncia por parte da mídia. Consoante a reflexão de Bauman, o conceito de “Modernidade Líquida” faz referência à fragilidade existente nas relações humanas, que estão atreladas à fugacidade. Baseando-se nessa ideia, é notória analisar que a mídia, em grande parte, trabalha em prol das necessidades de uma época, sempre dando ênfase à efemeridade dos demais assuntos, como no caso do retorno de doenças já cessadas por vacinas, em que não confere a seriedade devida e tampouco traz a representatividade do tema proposto. Portanto, essa situação-problema, em um curto prazo de tempo, é esquecida pelos meios de comunicação, mas prevalece, de fato, na realidade brasileira, acarretando prejuízos ao bem-estar da sociedade, a saber que doenças como a malária e a meningite estão de volta para a preocupação da saúde pública.
Logo, é preciso que os indivíduos assumam, portanto, sua responsabilidade diante do reaparecimento de doenças erradicadas no país, uma vez que isso leva a diversos problemas sociais e de saúde pública. Sendo assim, desde que haja parceira entre governo, mídia, comunidade e família, para divulgar os riscos da não vacinação de crianças, por meio de campanhas publicitárias será possível diminuir os problemas, reconstruindo um Brasil livre de doenças que podem e devem ser prevenidas e exterminadas.