O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 12/08/2020
Ao longo dos anos o desenvolvimento da ciência e da tecnologia trouxeram diversos benefícios para a sociedade, dentre elas o descobrimento da penicilina, que promoveu a elaboração dos antibióticos, e posteriormente da vacina. Com isso, foi possível erradicar grande parte das doenças das quais antigamente eram comum. Contudo, com o surgimento das “fake news” e de pseudo-médicos muitas dessas doenças já erradicada tem reaparecido no Brasil e no mundo.
Primeiramente, além de o desenvolvimento tecnológico ter promovido benefícios, ela também trouxe malefícios para muitos indivíduos. Uma vez que com o surgimento dos meios de propagação de informações gerou uma abertura para a disseminação de dados falsos, e mesmo propiciando dúvidas sobre a legitimidade dessas, muitos indivíduos acabam sendo persuadidos ou considerando tal referência. Esse cenário ocorreu com a eficiência da vacina, em que artigos publicados questionavam a possibilidade da vacina ser responsável por manifestar outras doenças, assim, iniciando-se o movimento antivacina.
Simultaneamente às falsas suposições, o crescimento de teorias de pseudo-médicos e das desigualdades sociais também auxiliaram na não utilização de medicamentos. Mesmo que a ciência comprove os benefícios sobre a vacina, não incluindo a manifestação de novas doenças por meio destas, existem médicos que discordam desses estudos e desenvolvem suas novas teorias sobre o assunto e com a ajuda da mídia esses novos pontos de vista são rapidamente propagados para a população, além disso, a elevada desigualdade no Brasil interfere também na educação da população resultando na desinformação de parte da sociedade sobre o assunto. Isso ocorreu em 1998, após a publicação de um artigo do médico britânico Andrew Wakefield, que associou a vacina da tríplice viral com a autismo em crianças.
Dado o exposto, a fim de reduzir o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil a escola, formadora do intelecto, pode reduzir o impacto desses movimentos. Primeiramente, como medida paliativa, ela poderia realizar palestras que debatam a importância desses medicamentos para evitar a proliferação e o ressurgimento de doenças. Concomitantemente, como medida estrutural, por meio de aulas de história e biologia ela poderia demonstrar o surgimento e desenvolvimento desse problema, além da eficácia da vacina; e por meio da aula de sociologia ela pode discutir sobre a ética da não vacinação no sentido coletivo. Como efeitos, os alunos terão conhecimento sobre o problema e capacidade para conscientizar outros indivíduos, reduzindo o impacto dessas falsas afirmações, como também contribuir para o bem estar da sociedade.