O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 05/08/2020
Os avanços na área médica se acentuaram a partir da segunda metade do século XX. Embora, tenha aumentado a expectativa de vida ao nascer e diminuído as taxas de mortalidade, com o passar do tempo, doenças que antes haviam sido erradicadas reapareceram no cenário brasileiro. Diante desde cenário, pode-se destacar que o aparecimento de muitas doenças tem provocado um sentimento equivocado de garantia de segurança e o surgimento de campanhas antivacinas, a partir da desinformação veiculada nas redes sociais. Logo, fica evidente a relevância de desconstruir certas visões erradas sobre infectologia e discutir a importância da vacinação sempre que necessário, para que essas doenças não retornem.
Com o objetivo de erradicar a varíola e a rubéola, o Presidente Rodrigues Alves promoveu a vacinação obrigatória e em massa da população, o que culminou com a Revolta da Vacina- movimento popular de insatisfação com as medidas autoritárias do governo. Ao passo em que a rebeldia se acentuava, pouco tempo depois conseguiram dar fim à muitas doenças até então devastadoras. Porém, o desaparecimento dessas doenças provocou um efeito posteriormente negativo, visto que o sentimento de segurança e a falta de contato da população com essas enfermidades, fez com que muitos não se preocupassem e deixassem a vacina em segundo plano. Com isso, a contaminação reapareceu imediatamente.
Analogamente, nos tempos atuais com toda a desinformação e a veiculação de boatos e notícias falsas nas redes sociais, surgiu o movimento antivacina. Verificou-se que sites e até mesmo alguns médicos divulgaram que vacinas causavam efeitos colaterais como autismo e tumores. Logo após, campanhas foram financiadas por esses grupos, para que as pessoas deixassem de se vacinar. Fato esse, apontado pela Organização Mundial da Saúde, de que aproximadamente 30% da população não está com a vacinação em dia.
Diante disso, doenças que até agora estavam erradicadas, retornam e matam parcela da população despreparada imunologicamente. Com efeito, o principal responsável pela conscientização e distribuição de vacinas é o Governo Federal em associação com o âmbito estadual e municipal, criando campanhas cada vez mais acentuadas e com o intuito de atender aos menos favorecidos das periferias e cidades menores. E os coadjuvantes são as pessoas, que precisam se informar em sites e centros de confiança, buscar colocar a vacinação em dia e combater com argumentos aqueles que disseminam informações incoerentes. Por fim, somente com políticas públicas e conscientização espera-se que os avanços médicos tenham resultados promissores para a saúde pública da sociedade.