O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 05/08/2020

Segundo o filósofo George Santayana, “aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. Nesse sentido, é possível fazer uma conexão entre o pensamento e o atual cenário epidemiológico do Brasil, uma vez que diversos problemas reincidentes fazem que haja novos surtos de velhas doenças. Dessa forma, o saneamento básico precário e a desigualdade social são os principais fatores contribuintes com a reincidência de antigas patologias.

A princípio, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, “a sociedade, assim como o corpo humano, tem partes, necessidades e funcionamento inter-relacionados”. Sob esse viés, é indubitável que o saneamento precário das cidades brasileiras auxiliam para o reaparecimentos de doenças que tiveram surtos controlados (dengue, febre amarela), visto que a falta de investimentos públicos ocasiona o mal condicionamento dos locais de despejo de lixo e a poluição nos lençóis freáticos que ajudam na proliferação de agentes patológicos já controlados anteriormente. Diante dessa situação, o Ministério do Meio Ambiente deve procurar soluções para melhorar a infraestrutura dos municípios.

Outrossim, tal como afirma o sociólogo Peter Townsend, “os pobres são excluídos dos padrões de vida comuns”. Sendo assim, é incontestável que a desigualdade social do país contribui para o reincidência de antigas patologias, já que a parcela populacional mais pobre não tem acesso igualitário as condições básicas de saúde, com moradias precárias e cheias de enfoques para doenças, facilitando então a entrada de antigas patologias no cenário do Brasil. Diante dessa situação, o Ministério da Saúde deve promover medidas para auxiliar no combate de doenças em regiões mais necessitadas.

Portanto, para que haja o controle de doenças ressurgentes são necessárias mudanças. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve proporcionar um melhor saneamento básico nas cidades, por meio da construção de locais de coleta de lixo seguros e a despoluição de mananciais, utilizando-se do Tesouro Público, com o intuito de reduzir os enfoques de agentes patológicos reincidentes. Ademais, o Ministério da Saúde deve auxiliar regiões carentes da sociedade, por intermédio do Conselho Municipal de Saúde de cada cidade, fazendo visitas as habitações com agentes públicos, com a finalidade de auxiliar a população sobre perigos que possam levar ao reaparecimento de doenças. Assim, corrigir os erros do passado para que não ocorra a repetição dos problemas por eles ocasionados na saúde brasileira.