O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 16/08/2020
É indubitável que o reaparecimento de doenças erradicadas é frequente ponto de preocupações, intolerâncias, debates e aspectos inferiorizantes no Brasil.
Desde a época da Escravidão, quando os escravos africanos eram transportados pelos chamados navios negreiros para exercerem um determinado tipo de trabalho escravo no âmbito Tupiniquim e, por conseguinte, se estabeleciam de forma degradante em estado de acorrentamento, nudez e sem nenhum processo higiênico o que causava a proliferação de doenças, inclusive, enfermidades infectocontagiosas que ate então não existiam no território o impasse persiste. Visto que, apesar de muitas doenças provenientes desse período já terem sido extinguidas, hodiernamente, algumas ressurgiram e persistem em continuar se proliferando. Pode -se perceber, portanto, que as raízes históricas escravagistas e a falta de medidas profiláticas para a população dificultam a resolução da questão.
É importante ressaltar, de inicio, a negligencia escolar quanto ao reaparecimento e á propagação de diversas infecções. Á guisa do pensamento de Kant, o ser humano é tudo aquilo que a educação faz dele. Entretanto, as escolas brasileiras falham nesse processo de formação social ao se omitirem em relação as doenças emergentes, que, em sua maioria, são transmitidas de pessoa a pessoa. Tal fato é ratificado pelo surto de sífilis, doença sexualmente transmitida, entre 2005 e 2014, que, segundo o Ministério de Saúde, acometeu cerca de 100 mil gestantes. Assim, uma população desinformada sobre as transmissões e as prevenções das doenças torna-se mais veraneável ao seu contagio.
Dessa forma a medicina contemporânea aponta e estressante cenário atual como uma fragilidade que beneficia a reemergência de varias enfermidades.