O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 07/08/2020

Em meados do século XX, nos Estados Unidos, uma enfermidade altamente contagiosa de poliomielite, doença que ataca o sistema nervoso central e causa paralisias, consegue infectar milhares de pessoas em todo o território nacional. Contudo, por meio de investimentos governamentais em pesquisas científicas, o americano Jonas Salk desenvolve a então vacina contra o poliovírus, evitando que posteriormente, milhares de pessoas fossem acometidas pela doença. No contexto brasileiro atual, no entanto, mesmo que muitas patologias tenham sido controladas por meio da vacinação ao decorrer dos anos, é possível ver que muitas doenças ditas erradicadas estejam reaparecendo, que é justificado principalmente pela falta de comprometimento da própria população e pelo descaso governamental.

Em primeira análise, é crível averiguar que o processo de vacinação na população brasileira tem mostrado diversos benéficos sociais, tais como a redução de infectados e mortos por doenças altamente problemáticas, como o sarampo, varíola, tuberculose e poliomielite. Entretanto, mesmo diante dessas vantagens, paradoxalmente, a cobertura vacinal brasileira encontra-se em diminuição.  Tendo em vista isso, de acordo com o infectologista Daniel Jarovski, tal quadro é fundamentado pelo crescimento de movimentos antivacinas, relaxamento populacional nos esforços de imunização e a falta de informações gerada por escassez de publicidades sobre a temática.

Ressalta-se, além disso, que a falta de comprometimento governamental com a saúde pública brasileira, também está diretamente relacionada com o aparecimento de doenças reemergentes. Visto que, de acordo com o consultor do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Funcia, o orçamento da saúde perdeu 20 milhões de reais em 2019 por conta da Emenda do Teto de Gastos. Assim, com menores investimentos na saúde, financiamentos para programas de vacinação, acesso a postos de saúde, hospitais, verbas para pesquisas e prevenções ficam comprometidos.

Portanto, com o intuito de amenizar a problemática, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, aumentar os financiamentos em projetos preventivos, que busquem atingir o maior número de pessoas, principalmente de vacinação. Uma vez que, a quantidade de imunizados encontra-se abaixo do esperado, cuja o propósito seria manter uma média de vacinados e evitando assim, que essas enfermidades voltem a ser um problema. Ademais, por meio de verbas governamentais, investir em propagandas publicitárias que busquem conscientizar a sociedade brasileira a cerca do tema, afim de evitar uma falsa sensação de segurança, dado que também influencia no relaxamento nos esforços de imunização da população. Desse modo, não somente enfermidades como a de poliomielite vivida pelos Estados Unidos nos século XX são evitadas, quanto ao seus reaparecimentos posteriormente.

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