O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 14/08/2020
Durante as guerras mundiais, devido ao grande número de feridos e todo o contexto do conflito, avanços tecnológicos na área medicinal foram impulsionados. Nesse sentido, tais progressos contribuíram para o controle de males que afetavam intensamente a humanidade. No entanto, o sentimento de superação levou a displicência. Desse modo, por conta do descuido dos meios de educação e atitudes ignorantes de parte das pessoas, doenças anteriormente erradicadas voltaram a preocupar.
Em uma primeira abordagem, é importante ressaltar os avanços na ciência e na prática médica que amenizaram muito dos sofrimentos dos indivíduos. Entretanto, percebe-se que essa qualidade de vida foi acompanhada de uma pseudosensação de intocabilidade. Dessa maneira, os meios educacionais e de informação passaram a tratar com desatenção a necessidade de medidas preventivas contra as doenças. Isso é perceptível ao observar a forte comoção que havia na década de 90 pela AIDS visto a iminência do perigo, sentimento perdido após a “superação”, o que contribuiu para a volta e o aumento exponencial dessa doença. Destarte, esse descuido causa muitos prejuízos como a perda de vidas.
De acordo com Machado de Assis, escritor brasileiro da corrente literária realista, em seu livro “Memória Póstumas de Brás Cubas”, o ser humano deixa um legado de miséria ao transmitir suas desgraças interiores aos seus descendentes. Paralelamente, deve-se destacar o esforço de alguns grupos em promover a desordem ao compartilhar o desconhecimento, fruto de uma extrema arrogância. Prova disso é o “movimento antivacina”, que tenta rebaixar os avanços científicos e incentivar a população não fazer o uso de uma ferramenta com eficácia já comprovada. Por consequência, doenças virais, como sarampo e caxumba, voltaram a prejudicar a população. Dessa maneira, conforme dito por Machado, os indivíduos têm propagado suas misérias e impedido o progresso da humanidade.
Segundo o que Isaac Newton, importante físico, postulou em sua primeira lei, um corpo tende a permanecer em estado de inércia até que uma força atue sobre ele. Portanto, devem ocorrer ações para mudar essa realidade no Brasil. É necessário uma parceria entre o Ministério da Educação e o da Saúde para disseminarem conhecimentos científicos sobre a recorrência de algumas doenças, os prejuízos causados e como elas podem ser evitadas. Isso pode ser feito por meio de uma amplificação de palestras nas escolas e campanhas publicitárias nas mídias sociais, com apresentação de dados didaticamente, para que a ignorância seja combatida, as pessoas construam uma noção coletiva de saúde e desenvolvam uma responsabilidade em buscar os meios adequados de prevenção. Assim, esses males que retornaram serão combatidos e deixarão de prejudicar a sociedade.