O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 06/08/2020
Vacinação: Acesso e conscientização.
Há mais de 200 anos foi produzida a primeira vacina contra a varíola, doença grave que pode levar a morte e danificação de tecido epitelial, a qual extinguiu o vírus e impulsionou o desenvolvimento de vacinas. Como resultado, a vacinação se tornou uma das mais importantes prevenções contra doenças infecciosas. No entanto, atualmente, está ocorrendo o reaparecimento de doenças no Brasil, resultado da baixa infraestrutura de imunização e de uma cultura receosa ao ato de vacinar. Por isso, é necessário analise desses problemas e criação de medidas que evitem a morte de pessoas que poderiam ser salvas por uma injeção.
Primeiramente, não é possível desenvolver uma ótima distribuição de atendimento com uma baixa infraestrutura. Isso inclui as campanhas de vacinação, produção de vacinas de qualidade, e principalmente a acessibilidade além da região sul e sudeste(com maiores investimentos).De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia ,74% da população foi imunizada em 2018,uma porcentagem positiva se não observado que 24%da população(50 milhões aproximadamente)estão em risco de contaminação e desenvolvimento de novas mutações.
Esse cenário é agravado pela população brasileira que teme os efeitos colaterais da imunização artificial. Historicamente, o Brasil em 1904 passou por uma revolta que envolveu a obrigatoriedade da aplicação de vacinas no Rio de Janeiro e hoje pelo movimento antivacina. A insatisfação que levou e leva a manifestação popular esta baseada na desinformação sobre o funcionamento desse processo de imunidade.Assim,para muitos as vacina deixa de ser uma benção e se torna uma maldição. Em consequência disso observa-se o crescente risco do retorno de doenças erradicadas como;Poliomielite,Difteria,Rubéola e Sarampo( retornou em 2018).
Portanto, é improrrogável que medidas sejam tomadas para o aumento do numero de vacinações no país.Compete ao Governo Federal um maior investimento financeiro na aplicação e no desenvolvimento de vacinas, por meio de um subsidio maior voltado a pesquisa científica para os casos de reaparecimento de novos antígenos e da criação de postos de saúde a nível nacional. Também, cabe ao Governo estadual, aumento do numero de campanhas de vacinação e criação de um “censo” de vacinação que vá de casa em casa explicando a sua importância. Dessa forma, a população terá um acesso consciente e as doenças erradicadas continuaram assim.