O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 06/08/2020
não causa problemas à imunidade. Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma pedra morro acima pela eternidade. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, o mito de Sísifo faz analogia com o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil. O ressurgimento dessas doenças reemergentes se deve principalmente a desigualdade social e ao movimento antivacina.
A priori, na saúde, um dos reflexos provocados pela desigualdade social é a incidência das chamadas doenças negligenciadas, causadas por parasitas ou agentes infecciosos com tratamentos já conhecidos. Como exemplo de desigualdade capaz de trazer malefícios a sociedade, temos a falta de saneamento básico, podendo gerar um surto de dengue.
A posteriori, para esse grupo, o correto seria iniciar a vacinação quando a pessoa estivesse com o sistema imunológico mais “maduro”. Além disso, acreditam que as vacinas deveriam ser dadas uma de cada vez (sem a aplicação de uma dose única para mais de uma doença) e que o tempo entre uma dose e outra deveria ser maior. A justificativa das pessoas que defendem esse movimento é que aplicar doses combinadas ou simultâneas causaria uma suposta sobrecarga imunológica. Vale ressaltar que a OMS já declarou que a administração de várias vacinas ao mesmo tempo não cauda problemas a imunidade.
À luz do exposto, a analogia do mito de Sísifo faz correlação com a atual situação de desigualdade na maioria do país e dos movimentos sem pensar no bem estar do próximo, apenas me si, acarretando um sentimento de individualismo. Como grande formadora de opiniões, é papel da mídia juntamente com o Estatuto da criança e do adolescente (ECA) e com os órgãos competentes apresentar principalmente as crianças os benefícios da vacinação, para que já desde pequenas saibam a importância de tal feito.