O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 09/08/2020
A engenharia genética passou a promover estudos em laboratórios a fim de analisar a transgenia do mosquito Aedes Aegypti - vetor, entre outras doenças, da Dengue que demonstra grande potencial reemergente no Brasil. Infelizmente, doenças que já foram uma vez controladas passam a ser negligenciadas pelo Estado e pela população. Desse modo, o fortalecimento da informação pela população e os investimentos nas pesquisas devem ser prioridades das entidades públicas, sobretudo as educacionais.
Primeiramente, muitos profissionais da saúde já afirmaram que, em muitos casos, a prevenção é a medida mais efetiva de gestão de doenças. Entretanto, se o modelo de desenvolvimento econômico e social do país for associado à volta de certas doenças, a mudança deverá ser estrutural. Portanto, a raiz da problemática só poderia ser atribuída ao Estado e este responsabilizar-se por pilares essenciais como educação e saúde de qualidade, questões do meio ambiente, desemprego e pobreza. Logo, entre outras medidas, em âmbito da esfera da saúde, investimentos em pesquisas poderiam cooperar para com a promoção da eficácia das medidas de segurança já conhecidas e de outras para agregar.
Assim, sabe-se que o senso comum pode prejudicar a humanidade no que diz respeito à falta de conhecimento. Ao passo que o cidadão adquire consciência do contexto em que a doença ressurge, ele se vê como personagem responsável pela saúde: no âmbito particular e, sobretudo, coletivo. Para tanto, na esfera educacional, os órgãos responsáveis devem se preocupar em doutrinar, com o intuito de informar, quanto às profilaxias de doenças potencialmente ressurgentes. Por exemplo, o estímulo ao uso de preservativos nas relações sexuais pode transformar o cenário em que se encontram as DST’s, como a sífilis, no Brasil. Além do mais, a compreensão da primordialidade da vacinação tem papel fundamental na conjuntura, pois à medida que o movimento antivacinação cresce, doenças que já haviam sido erradicadas voltam a ser registradas, como o caso do Sarampo, em 2011 no Brasil.
Diante do exposto, é inadiável que medidas sejam tomadas para o controle da problemática. Assim, as entidades públicas responsáveis devem se preocupar em impedir a alienação da população e manter o entendimento do papel do brasileiro na conjuntura, além de promover a atenuação do contexto social e econômico do país de modo que a sociedade se torne um “ambiente” inóspito para a instalação recorrente dos agentes infecciosos. Desse modo, a população torna-se consciente e protegida quanto à força da natureza epidemiológica. Consoante ao tema, Paul Watson, co-fundador do Greenpeace, afirma: “inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”.