O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 07/08/2020

Em 2017, o Brasil viveu, em determinadas regiões, um surto de caso de febre amarela, doença até então controlada no país. Esse fenômeno movimentou diversos debates acerca do reaparecimento de enfermidades erradicas, que passam a sobrecarregar o já fragilizado sistema de saúde brasileiro. Nesse sentido, a falta de saneamento básico e, também, a falta de instrução por parte da população.

Existem vários fatores que contribuem para o reaparecimento de doenças, um dos principais é a falta de saneamento básico. Em regiões onde não há tratamento de esgoto, água potável, limpeza urbana, coleta de lixo, a probabilidade de procriação de vírus e bactérias é muito maior. É relevante destacar que todo esse transtorno poderia ser evitado, todavia, o descaso das políticas de saúde pública impossibilitam a vigilância epidemiológica contínua. Com efeito, vale pontuar a ideia de Nenê Bronson, que afirma que o saneamento básico eficiente é um dos melhores benefícios que um município pode possuir.

Ademais, a falta de conhecimento da população corrobora com as chances de epidemias. Além dos cidadãos que temem as vacinas, existem aqueles que não creem na eficácia delas ou não creem terem chances de contraírem as doenças, e o principal motivador é o acesso a dados que as convençam e as deixem cientes da gravidade de tais enfermidades. Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças, no mundo, não são imunizadas; referente a febre amarela. Dessa forma, nota-se que a ignorância pode e está conseguindo afetar inúmeras pessoas.

Portanto, é necessário que o governo aumente os recursos financeiros destinados ao Ministério da Saúde, para que o Estado promova uma vigilância epidemiológica permanente e implante o saneamento básico em todos os municípios brasileiros, com a finalidade de acabar com a proliferação dessas doenças. No mais, urge a imprescindibilidade de o Ministério da Saúde, seja pela mídia ou por outros meios de comunicação, informar sobre a necessidade da vacinação, e os riscos de ignorá-la. Dessa forma, a população barsileira estará protegida dessas epidemias.