O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 16/08/2020
Em 2016, o Brasil recebeu um certificado da Organização Pan-Americana da Saúde, por ter eliminado o vírus do sarampo no território brasileiro. No entanto, em 2018, foram confirmados 500 casos de sarampo na região norte do país, além disso, outras doenças também consideradas erradicadas ressurgiram, por exemplo, a rubéola, febre amarela e a difteria, deixando o país em estado de alerta e preocupando especialistas da área da saúde. Diante disso, urge um projeto nacional, com o intuito de alterar este quadro e tendo por princípio: o aumento da cobertura vacinal, o combatimento a veiculação de notícias falsas e a disponibilidade de informações a respeito das campanhas de vacinação.
Primeiramente, vale salientar que, em 1998, o pesquisador e médico britânico Andrew Wakefield publicou um artigo associando a vacina tríplice viral ao autismo, desde então, o movimento antivacina tem ganhado bastantes adeptos pelo mundo, inclusive nos países desenvolvidos. Logo, no Brasil não foi diferente, e como consequência disso, no ano de 2018, doenças até então controladas reapareceram e de acordo com dados do Ministério da Saúde, Amazonas e Roraima somaram 500 casos de sarampo confirmados, no Rio de janeiro 6 e alguns casos suspeitos no Rio Grande do Sul.
Sob esse viés, vale analisar o papel da internet na ampliação da ocorrência de casos de doenças reemergentes. Difundidas por meio das redes sociais, as “fake news” são informações falsas e, caso usadas para compartilhar notícias sobre saúde, podem aumentar a ocorrência de doenças, uma vez que a população pode ser influenciada por esse tipo de informação. E, segundo a epidemiologista Laurence Cibrelus, as fake news tiveram influência negativa nas vacinações contra febre amarela no Brasil. Desse modo, faz-se necessário a efetivação de medidas enérgicas para contornar esta situação.
Portanto, com a finalidade de combater o ressurgimento destas doenças, cabe ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde, utilizar dos meios midiáticos- incluindo as redes sociais- para a publicação de campanhas de vacinação e, principalmente, mostrar à população por meio de vídeos educativos os benefícios das vacinas e as possíveis consequências ao negligenciá-las. E, também, junto com as prefeituras de cada cidade, treinarem agentes de saúde comunitários para fazerem visitas, periodicamente, à população, conscientizando, elucidando todas as dúvidas e verificando a carteira de vacinação e, no caso da constatação da ausência de alguma delas, o profissional deverá instruir quais os passos que deverão ser seguidos e conduzir o indivíduo a uma UBS(Unidade Básica de Saúde) mais próxima de sua casa. Dessa forma, combater-se-á ressurgimento de doenças reemergentes no Brasil.