O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 07/08/2020
A chegada dos portugueses no Brasil, em 1500, foi o fator responsável pela propagação do vírus da varíola que dizimou parte da população indígena. Hodiernamente, essa doença está erradicada no território brasileiro. No entanto, ainda há o reaparecimento de outras enfermidades que haviam sido extinguidas no passado. Nesse contexto, tal cenário é alarmante, e se deve não só pela falta de saneamento básico, como também pela redução da imunização ativa.
Em primeiro plano, é preciso enfatizar que a ausência de comprometimento do Governo Federal em relação ao saneamento básico é preocupante. Segundo dados do Instituto Trata Brasil, 48% da população brasileira está sem coleta de esgoto. Nesse sentido, essa conjuntura favorece o reaparecimento de doenças, pois, inúmeras pessoas tem contato com bactérias e vírus, tendo assim maiores chances de contrair o sarampo, por exemplo. Sendo assim, a falta de tratamento do esgoto está correlacionado à volta de doenças antes erradicadas.
Ademais, a Organização Mundial da Saúde (OMS), garante que a vacinação é um meio altamente eficaz no combate de doenças. Porém, as ‘‘fake news’’ em relação às vacinas, fez com que os índices de imunização ativa reduzissem no Brasil. Nesse viés, o sarampo, que já havia sido erradicado, retornou e tornou-se motivo de preocupação para a saúde pública. Dessa forma, é evidente que o movimento antivacina passa a ser negligente quando ameaça o bem-estar da sociedade brasileira.
Portanto, o Ministério da Saúde - órgão responsável pela manutenção da saúde do país- poderia enfatizar a importância da vacinação como prevenção ao reaparecimento de doenças, isto ocorreria por meio da divulgação de dados estatísticos nas mídias sociais, com a finalidade de garantir a saúde estável para a sociedade. Dessa forma, a população não seria dizimada, como ocorreu no Período Colonial.