O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 14/08/2020
Desde a descoberta acidental da Penicilina, o primeiro antibiótico fabricado em laboratório, o mundo passou a produzir diversos remédios que melhoraram a qualidade de vida dos seres humanos. No entanto, mesmo com o avanço da ciência doenças que tinham sido erradicadas estão ressurgindo. Em vista disso, cabe avaliar os fatores que influenciam essa problemática.
A priori, é interessante destacar o crescimento do pensamento contrário à ciência. O movimento anti-vacina é um dos causadores da queda da cobertura vacinal no Brasil; Iniciou-se no século XX, após um cientista inglês conduzir uma pesquisa falsa onde dizia que a vacina para o sarampo causava autismo nas crianças. Por conseguinte, alguns pais decidiram não prevenir seus filhos com medo das consequências, porém tal postura é prejudicial para a saúde coletiva, tendo em vista que uma criança não imunizada irá repassar a doença e, quando isso ocorre em grande escala, possivelmente ocasionará numa epidemia.
Ademais, é necessário analisar como se deu a urbanização no país. Historicamente, o modelo de construção das cidades não foi planejado para contemplar toda a população. Dessa forma, quem não pode pagar por uma casa em bairros nobres precisa se alocar em regiões com baixa infraestrutura. Nesse sentido, moradores de locais onde não chegam políticas públicas ficam expostos à doenças, de modo que patologias que haviam sido eliminadas estão reaparecendo.
Logo, com base nos fatos mencionados mudanças devem ocorrer. Portanto, canais de TV abertos, por terem um grande alcance de público, devem promover campanhas e propagandas que informem sobre a seguridade das vacinas, assim como seus benefícios para a saúde da sociedade, por meio de novelas e debates, a fim de diminuir a onda anti-ciência que vigora. Além disso, é dever do Estado garantir o bem-estar da população, sendo assim o Ministério Público deve fiscalizar o cumprimento do plano municipal das cidades, que contém as medidas a serem tomadas para melhorar os serviços básicos, por meio de pressão exercida pela comunidade para que, dessa maneira, o direito à saúde de todos seja promovido.