O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 07/08/2020
O renomado escritor inglês Thomas More retrata em sua obra “Utopia” uma sociedade na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na contemporaneidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil, representa um risco para sociedade. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o movimento anticiência e a lacuna educacional.
Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que o movimento anticiência tem propiciado uma significativa contribuição para disseminação dessa contrariedade. Para provar esse fato, uma pesquisa publicada pelo pesquisador Andrew Wakefield, mostra que quanto mais pessoas aderem o movimento antivacinação, mais é notório número de casos de doenças erradicadas. Desse modo, faz-se mister uma reformulação desse pensamento de escala social.
Em segundo lugar, é imperativo ressaltar que a lacuna educacional age como um promotor desse óbice. Segundo o pensador Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Entretanto, é notório que o pensamento de Mandela não é refletido pelos lideres estatais e o ensino em nosso país é desvalorizado. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que tal problemática contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da educação, promover palestras informativas em escolas públicas e privadas, por meio de profissionais da saúde mostrando biologicamente os as consequências e formas de prevenção, e historiadores para mostrar fatos negativos do passado, com a finalidade de conscientizar a população sobre os riscos não só individuais, mas também coletivos, afim de atenuar o risco do ressurgimento dessas enfermidades no corpo social do Brasil. Com isso, será mitigado a médio e longo prazo o impacto nocivo desse obstaculo e a coletividade alcançará a “Utopia” de More.