O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 07/08/2020
‘‘Viver bem é mais importante do que viver’’. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tanta importância de modo que ultrapassa a da própria existência. No entanto, essa não é uma realidade no Brasil, já que, o reaparecimento de doenças erradicadas nesse país é uma constante. Com isso, ao invés de agirem para aproximarem a realidade descrita por Platão da vivenciada pelos brasileiros, o poder público e a propagação de informações falsas contribuem para que a realidade platônica seja uma utopia.
Em primeiro lugar, é preciso que o poder público seja analisado como expoente do problema. Segundo a Constituição, é dever do Estado garantir que todo cidadão brasileiro tenha acesso ao saneamento básico, algo de extrema importância para garantir uma vida saudável e diminuir às chances de doenças reaparecerem. No entanto, tal fato apresenta-se como uma enorme incoerência, já que, segundo o portal G1, cerca de 40% dos brasileiros não possuem saneamento básico, com isso, aumentam às possibilidades do reaparecimento de doenças que já foram erradicadas do país, como, por exemplo, a difteria.
Em segundo plano, é necessário dissertar sobre a influência da propagação de informações falsas no reaparecimento de doenças que já foram erradicadas. Segundo o filósofo Sócrates, ‘‘o homem é um animal que anceia pelo conhecimento’’. De maneira análoga, é possível que, em um mundo cada vez mais globalizado, em que informações circulam com extrema facilidade, o homem, tentando saciar o seu desejo de conhecimento, se informe com mentiras ou teorias conspiratórias. A propagação dessas teorias se torna uma barreira para o conhecimento científico, limitando-o. Assim, vacinas e outros meios que possam conter o reaparecimento de doenças erradicadas não possuem a adesão necessária para que sua finalidade seja alcançada.
Portanto, medidas devem ser tomadas para que o problema seja amenizado. É preciso que o poder executivo melhore às condições de higiene e de desinfecção das áreas que não possuem saneamento básico. Essa melhora seria efetuada com a criação de redes de tratamento de água e esgoto, além de, em parceria com os líderes comunitários, reuniões que informassem aos habitantes sobre as melhores formas de conter a propagação das doenças. Essas medidas possuem o intuito de tornar o saneamento básico algo presente em todo país, diminuindo, assim, o reaparecimento das doenças que já foram erradicadas. Espera-se que, com isso, a realidade platônica deixe de ser utôpica.