O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 16/08/2020
No século XVIII, o processo de Revolução Industrial foi um dos principais fatores que contribuíram e intensificaram a degradação do meio ambiente. Decerto, as manifestações de doenças está ligada as condições ambientais do planeta, assim, quanto mais poluído, maior a possibilidade de doenças erradicas ressurgirem. Sendo assim, é de urgência social medidas que impeçam a proliferação acelerada de doenças anteriormente extintas e que hoje voltaram a ser problemas.
Nesse contexto, no governo de Rodrigo Alves, a campanha de vacinação obrigatória no ano de 1904 foi o estopim para a Revolta da Vacina, motivada pela insatisfação popular com os serviços públicos e a ignorância nas questões relacionadas a saúde. De fato, é inegável que, para a época, injetar um líquido de origem desconhecida no próprio corpo assustava as pessoas, principalmente pelo descaso das autoridades por não explicar de maneira adequada o objetivo, que a principio era para prevenção da varíola, doença viral altamente contagiosa, mas se tornou um movimento de resistência. Como consequência, até os dias atuais, a falta de informação para com a vacinação contra doenças terminais resultam na morte de milhares de maneira que poderia ser evitada ou por meio de tratamentos, que pessoas de baixa renda não conseguem pagar, ou no combate profiláxico.
Segundo o filósofo Confúcio, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”, exemplificado pela problemática da corrupção, em que políticos desviam verbas direcionadas para o desenvolvimento da saúde pública. Por essa razão, a carência de incentivo e investimento na ciência é um ato precursor para o reaparecimento de doenças que não faziam mais parte das estatísticas brasileiras, algo que fragiliza ainda mais as expectativas da população. Além disso, como a saúde não é uma das prioridades no Brasil, sendo o segundo país no mundo mais afetado pela pandemia do novo corona vírus, logo, é exposto a uma crise nacional, atingindo âmbitos econômicos e sociais.
Em síntese, é de fundamental importância a participação do Poder Legislativo, em contribuição com o Poder Executivo, elaborar uma lei de fiscalização na saúde, em que será cobrado uma multa para aqueles que desobedecerem as normas exigidas de reparo ao meio ambiente e de priorização da saúde em detrimento de questões que não colocam vidas em riscos, sendo aplicada por meio de agentes públicos que vão inspecionar as condições de proliferação de doenças pelo país. Ademais, é indispensável a atuação do corpo docente escolar, que através do projeto “Salve Ambiente”, os professores de biologia irão trabalhar a consciência ambientar no intelecto de cada aluno com atividades práticas realizadas, para assim fortalecer a necessidade de preservação e a fim de impedir novas proliferações de doenças e evitar que novas gerações desgastem os recursos naturais.