O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/08/2020

O reaparecimento de doenças erradicadas é uma nova preocupação e realidade no Brasil. O surto de sarampo, no ano de 2018, evidenciou que a cobertura de vacinação no território nacional diminuiu, como previsto pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa queda pode ter relação com os movimentos antivacinas e as notícias falsas que se tornaram popular na sociedade brasileira. Por essa razão, é preciso mudar essa realidade, uma vez que o país pode enfrentar em uma possível crise sanitária e colocar muitas vidas em perigo.

A priori, a volta de doenças reemergentes sobrecarrega, ainda mais, o sistema de saúde brasileiro. Todos os anos, profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), lutam para colocar fim em doenças que afetam a sociedade brasileira. Alguma dessas doenças são graves, como a dengue, e segundo o Ministério de Saúde, há grande frequência de casos e de mortes todos os anos, mesmo com campanhas de combate ao mosquito no território nacional. Por esse motivo, a introdução de uma doença erradicada na agenda de combate, sobrecarregará o SUS e o levará a uma possível crise, uma vez que não existe condições para lidar com mais um agravante na saúde da população brasileira.

Além disso, muitas vidas estão em risco com o reaparecimento de doenças já erradicadas. Quando doenças erradicadas, como febre amarela, poliomelite e sarampo, voltam a afetar a sociedade brasileira, significa o início de uma crise sanitária. Essa crise pode resultar em um número imenso de vítimas e mortes, principalmente no público que sofre maior risco. A pandemia, do COVID-19, que ocorreu em 2020, evidenciou a gravidade de crises sanitárias, uma vez que foi possível compreender que ainda não existe preparo suficiente para enfrentar doenças que apresentam grande risco a sociedade, tendo como resultado inúmeras perdas.

Diante dos fatos expostos, é possível concluir que o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil deve ocorrer para que muitas mortes sejam evitadas. Para isso, é de suma importância que o Ministério da Saúde torne as campanhas de profilaxia e de vacinação mais efetivas, com melhorias na acessibilidade -campanhas em outros idiomas e acessíveis aos deficientes- para que exista inclusão e zelo por todos que estão susceptíveis as doenças; e também com a possibilidade de questionamento, a todos os indivíduos, sobre o processo de combate ao retorno das doenças erradicadas, para que desse modo, a população brasileira compreenda a necessidade da contribuição coletiva para um país mais seguro. Somente com essas medidas, o país não entrará em uma crise sanitária e muitas mortes poderão ser evitadas com o retorno das doenças erradicadas no Brasil.