O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 10/08/2020
É de fundamental importância observar que as doenças altamente contagiosas assombram o Brasil. Por essa razão fica explícita a necessidade de debater como a desigualdade socioeconômica entrelaçada a escassez de políticas educacionais que visem a prevenção agravam ainda mais a problemática do reaparecimento das doenças erradicadas no país.
A princípio é importante mencionar o papel do déficit habitacional, emergido da desigualdade social, quanto a problemática. O mosquito vetor da dengue é favorecido pelo meio ambiente e quando mais deteriorado é o lugar, com esgoto a céu aberto e sem condições de higienização dos moradores, mais rápido é o contágio. No ano de 2019, a Secretaria Estadual de Saúde registrou em Minas Gerais quase 500 mil casos de dengue, as regiões mais afetadas foram aquelas onde há uma carência de saneamento básico. O cenário não é incomum no Brasil, atingindo mais de 7 milhões de moradias segundo a Fundação Getúlio Vargas. Não há como a população se proteger se o estado não da o mínimo necessário para essa tarefa. É preciso o cumprimento de dever do Estado.
Além desse fator, o ressurgimento de números alarmantes de Doenças Sexualmente Transmissíveis vem preocupando médicos e pesquisadores. Os adolescentes e jovens formam o principal público atingidos pelas DSTs, em especial os mais desfavorecidos e sem muito acesso a informação, por essa razão fica nítida a importância educação sexual em órgãos públicos como as escolas, assim a população mais jovem tomará conhecimento das precauções que precisam ser tomadas. Entretanto, na sociedade conservadora brasileira, falar abertamente de sexo é um tabu, o que explica a dificuldade de implementação da educação sexual. Segundo o educador e filósofo brasileiro Paulo freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. A situação necessita ser severamente combatida, uma vez que jovens não ouvem sobre cuidados sexuais em casa e tampouco ouvem sobre isso na sala de aula.
Por todos esses aspectos, nota-se que a falta de compromisso das autoridades e de educação preventiva se fazem presentes nesse cenário. Sendo assim, é vital que o Estado trabalhe com mais atenção no déficit habitacional no Brasil, por intermédio de políticas públicas voltadas a essa população com o objetivo de tornar todos possível os cuidados básicos de higiene para toda a população. Além disso, é necessário que as Escolas conscientize seus alunos sobre a prevenção, por intermédio de aulas voltadas exclusivamente para a saúde ou palestras constantes com o tema, com o objetivo de fazer cada vez mais jovens brasileiros cientes da dimensão da prevenção. Feito isso, o problema poderá ser devidamente combatido.