O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 11/08/2020

Doenças erradicadas como poliomielite, rubéola e sarampo tornam-se, infelizmente, reemergentes no território brasileiro hodierno. Nesse sentido, percebe-se que a ineficiência governamental acoplada à desinformação da população são azimutes dos principais obstáculos para o extermínio dessas mazelas no Brasil.

Conforme o Artigo 196 da Constituição Brasileira, a saúde é direito de todos e dever do estado. Desse modo, faz-se evidente a mácula presente na Carta Magna devido à negligência e à ineficiência governamental relacionada ao congelamento dos gastos públicos na área da saude, corroborando com o sucateamento das medidas profiláticas da saúde  brasileira. Ademais, o sistema nacional de imunização torna-se ineficiente, visto que o cartão de vacinação do brasileiro é um modelo arcaico, uma folha de papel, fácil de ser perdido e sem registros ao longo do tempo.

Por essa mesma óptica, é notório que os movimentos anti-intelectuais, como o anti-vacina, alcançou abrangência e força no Brasil, o que faz-se necessário a desmitificação contra a imunização, como o mito do óbito quando o vírus atenuado é injetado no corpo do indivíduo. Nesse sentido, a desinformação da população aliada as redes sociais - na qual promovem rápida disseminação do discurso falacioso anti-vacina devido uma sociedade hiperconectada - corroboram à divulgação de informações verdadeiras e outras enganosas.

Portanto, faz-se imperioso que medidas profiláticas sejam categoricamente consolidadas, no âmago da sociedade, a fim de combater as enfermidades que danificam a saúde humana. Frente a essa demanda, o Ministério da Saúde tem um irrevogável compromisso: informar a necessidade e a importância da vacinação, aliado a gênese da carteira de vacinação digitalizada e banco de dados nacional com os registros de vacinação do individuo. Nessa perspectiva, há de se nutrir esperança fundamentada de que tal intervenção ajude a conceber um homem mais comprometido com a sua homeostasia.