O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil
Enviada em 11/08/2020
Conhecimento e conscientização é prevenção
Com o avanço da medicina, muitas doenças puderam ser erradicadas graças à geração de medicamentos, tratamentos e vacinas. No entanto, apesar disso, as patologias não desaparecem para sempre, pois caso não haja prevenção e cuidados, elas retornam – no caso do Brasil, atualmente, só após a volta de epidemias que medidas de precaução foram retomadas. Com base nisso, a melhor maneira de se evitar epidemias de doenças dadas como erradicadas é evitando-as, e isso pode ocorrer principalmente com conscientização e conhecimento.
Primeiramente, é fato que as campanhas de vacinação têm papel significativo para conscientizar a população. Como exemplo, as diversas propagandas que o governo brasileiro realizava na primeira década do século XXI (como a do “Zé Gotinha”) alertavam e demostravam a importância de vacinar-se – isso ajudou a combater poliomielite, hepatite “A” e “B”, febre amarela, caxumba, entre outras. No entanto, devido a crises econômicas (como a de 2016) e a falta de responsabilidade governamental, diminuiu-se o gasto e a relevância dessas campanhas. Consequentemente, as pessoas perderam o medo das doenças e não se preocuparam mais com vacinação – sem isso, patologias como a do sarampo em 2019 (a qual não ocorria fazia tempo) voltaram à tona, mesmo sendo consideradas erradicadas.
Ter conhecimento também é essencial para evitar doenças já conhecidas. Com uma educação de qualidade, haveria como entender cada doença, como elas se propagam e as pessoas poderiam cobrar por saneamento e hospitais. Ademais, movimentos como o “anti-vacina”, o qual induz os indivíduos a não vacinarem, perderiam força. Por fim, conforme o filósofo Francis Bacon, “conhecimento é poder”, não só no sentido de domínio social, mas também, no caso citado, ter poder de impedir a volta de enfermidade, além de conscientizar outros sem conhecimento.
Com base no que foi apresentado, o governo brasileiro tem papel fundamental para impossibilitar o reaparecimento de doenças erradicadas. Para isso, deve, através da Câmara dos Deputados, aprovar uma lei em que determinada parte do que é gasto com a saúde seja investido em propagandas constantes (sobre vacinação, prevenção, cuidados, etc.) de doenças que já existam e incluía outras que venham a aparecer e, além disso, investir também em cursos para todas as idades sobre patologias e seus riscos, nas próprias escolas, a fim de disseminar este conhecimento que é importante a toda sociedade. Com isso, muitas vidas seriam salvas e a todos estariam preparados para o pior.