O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/08/2020

No início da Idade Moderna, o aparecimento bem como o aprimoramento de novas tecnologias no continente europeu viabilizaram o contato com pessoas de regiões outrora não elucubradas. Tais interações, no entanto, possibilitaram entradas de doenças infeccionas exóticas, o que ocasionou mortes sem precedentes no “Novo Mundo”(América), levando à morte de dezenas de milhares de nativos. No Brasil da contemporaneidade, por sua vez, doenças–sobretudo as já erradicadas– têm ocasionado sérios problemas na vida dos seus habitantes, em virtude da ignorância de sua parte (isto é, a carência de conhecimentos) e a falta de ações de combate e prevenção da administração pública.

De início, as consequências da ignorância são fatores preponderantes à recorrência de infecções. Uma delas se traduz no desmatamento das florestas tropicais (Amazônia e Mata Atlântica), o que tem repercutido a volta de casos de doenças já combatidas, dentre as quais as provenientes de parasitas, como, por exemplo, o Aedes Aegypti, que é vetor Febre Amarela e da Dengue. Outro resultando, ainda, é o número ascendente de adeptos a movimentos de ideais negacionistas, nas quais reverberam pensamentos de que vacinas–além de não imunizarem–só introduzem substâncias nocivas ao corpo. Daí decorre a inexorável relutância em não permitir a entrada de agentes de saúde nas respectivas residências. Tais fatos são expressos e ilustrados no filme “Sonhos Tropicais”, em que a Revolta da Vacina, movimento de combate à vacinação, causou a destruição na cidade cidade do Rio de Janeiro na primeira metade do século XX, o que deixou evidenciado a ignorância dos seus partícipes.

Outro quesito que atravanca a resolução da problemática é no que concerne a falta de ações enérgicas da administração pública. Assim, entende-se o porquê da aprovação da Pec dos Gastos (PEC 55), a qual, dentre outras coisas, congela durante 20 anos investimentos com a saúde e educação. A derivação disso consiste na falta de recursos e no recrudescimento, em especial, do reaparecimento de casos de infecções já erradicadas, já que falta material adequado para combatê-las.

Frente às problemáticas supracitadas e precedentes, compete tanto ao Executivo assim como ao Legislativo redigirem e aprovarem Leis Ordinárias, cujos escopos sejam para financiar projetos de informação e integração social, a fim de conscientizar cidadãos, de tal sorte que os afastem de movimentos nagacionistas bem como trazer à sua participação concernente a ações de combate às epidemias nas cidades ou bairros; a montagem de barracas de atendimentos de pessoas que moram em lugares distantes dos centros urbanos e na preparação de profissionais da saúde. Além disso, que elas propiciem projetos de reflorestamento, especialmente em áreas de hábitats de parasitas transmissores de doenças infecciosas para, então, evitar possíveis epidemias que insistem a ressurgir.