O reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil

Enviada em 15/08/2020

Em 1904 no Rio de Janeiro, a população sofria com a falta de saneamento básico, na qual desencadeou uma epidemia, entre elas, febre amarela, peste bubônica e a varíola. No entanto a população se opuseram contra o médico sanitarista Oswaldo Cruz, contratado para combater as doenças, impôs a vacinação obrigatória contra a varíola. Com isso, surge a questão do reaparecimento de doenças, que persiste intrínseca à realidade brasileira, seja pela falta de saneamento seja pela vacinação.

O primeiro registro de saneamento teve inicio em Roma, as ruas que apresentavam encanamento serviam de fonte pública e, com o objetivo de prevenir doenças. Entretanto, mesmo com o avanço de novas tecnologias ainda há bilhões de pessoas no mundo sem acesso ao mais básico de tudo: abastecimento, coleta e tratamento de esgoto. Em termos nacionais, segundo o site Trata Brasil, quase 35 milhões de brasileiros vivem sem o acesso à água, 46,9% da população não tem acesso à coleta de esgoto. Nesse sentido, a carência de água potável e de tratamento de esgoto, cria um ambiente propício para o desenvolvimento de graves doenças, como a Arbovirose, transmitida por insetos vetores, tais como a dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

No final do século XX na Europa as pessoas começaram a desconfiar da eficiência e segurança da vacina. Em 1998, esse número dobrou após o médico britânico Andreiw Wakefield relacionar a vacina tríplice viral ao autismo, assim dando inicio ao grupo antivacina. Depois de um tempo descobriram que a pesquisa era falsa, o medico altera as informações sobre os pacientes com o intuito de lucrar.

Porém essa consequência afeta até nos dias de hoje, muitas  pessoas ainda utiliza o estudo para não vacinar seus filhos. Contudo, é preciso admitir que a vacina é a forma mais eficiente de prevenir uma série de doença. Dados divulgado pela OMS apontam que a vacinação é responsável por evitar de 2 a 3 milhão de morte por ano.

Torna-se evidente, portanto, que o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil apresenta entraves que necessitam ser revertidos. Dessa forma, o Ministério Federal em parceria com o Ministério das Cidades devem promover a elaboração do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) a fim de priorizar a saúde da população e a geração de impactos significativos para a economia.

Além disso, cabe ao Ministério da Saúde a criação de propagandas que mostrem a importância da vacinação e os perigos trazido pela não imunização. Somente assim, todos os grupos sociais terão seus direitos garantidos, na prática, conforme a Constituição Federal.